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Condenado por estupro, Léo Derik volta como titular do Athletico

Lateral começa jogando contra o Grêmio nesta quinta-feira (29), após período afastado do elenco principal.

4 min

29/10/2026 20:42 • Atualizado há 1 hora

Condenado por estupro, Léo Derik volta como titular do Athletico

O lateral-esquerdo Léo Derik, condenado em primeira instância a 13 anos de prisão por dois crimes de estupro, volta ao time principal do Athletico como titular nesta quinta-feira (29), contra o Grêmio, em Porto Alegre, pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro.

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O jogador estava afastado das atividades com o elenco principal desde a condenação, proferida em agosto de 2026. Durante esse período, treinou separadamente e disputou algumas partidas pela equipe formada por jovens atletas do Furacão na Copa Paraná.

A escalação oficial divulgada pelo Athletico confirmou Léo Derik com a camisa 6 entre os titulares escolhidos pelo técnico Odair Hellmann para enfrentar o Grêmio, às 21h30, na Arena do Grêmio.

Problemas na defesa abrem espaço para Léo Derik

A volta do lateral ocorre em meio às dificuldades enfrentadas por Odair Hellmann para montar o sistema defensivo do Athletico.

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Com Claudinho lesionado, o treinador perdeu uma alternativa para a lateral esquerda. Lucas Esquivel, titular da posição, também atua como zagueiro e foi escalado na linha de três defensores.

Diante desse cenário, Odair recorreu a Léo Derik, que voltou diretamente à equipe titular depois de um período sem atuar pelo time principal.

O Athletico iniciou a partida com Mycael; Arthur Dias, Aguirre e Esquivel; Mendoza, Luiz Gustavo, Portilla e Léo Derik; João Cruz, Leozinho e Kevin Viveros.

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Relembre a condenação de Léo Derik por estupro

Leonardo Derik Dias Gonçalves foi condenado pela Justiça do Paraná, em 12 de agosto de 2026, a 13 anos de prisão, em regime inicial fechado, por dois crimes de estupro contra uma mulher com quem havia mantido um relacionamento.

A sentença foi proferida pelo 2º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Curitiba.

Segundo a denúncia, os crimes ocorreram em dezembro de 2023, no bairro Butiatuvinha, e em fevereiro de 2024, no bairro Pinheirinho, ambos em Curitiba.

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Durante o processo, a vítima relatou que as relações sexuais começaram de forma consentida, mas que posteriormente pediu para que o jogador interrompesse os atos.

No primeiro episódio, conforme o relato acolhido pela Justiça, Léo Derik segurou os braços da mulher e tapou sua boca enquanto ela pedia que a relação fosse interrompida.

No segundo caso, a vítima afirmou que o jogador agiu de forma agressiva, desferiu tapas e um soco na região da costela e continuou a relação sexual mesmo após os pedidos para parar.

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A magistrada entendeu que havia provas suficientes para a condenação. Na fundamentação, destacou que o consentimento para uma relação sexual pode ser retirado a qualquer momento e que o uso de violência para impedir sua interrupção caracteriza o crime de estupro.

Ministério Público pediu absolvição do jogador

Um dos pontos do processo foi a manifestação do Ministério Público do Paraná (MPPR), que pediu a absolvição de Léo Derik nas alegações finais.

O MPPR considerou que havia divergências entre os depoimentos e que o conjunto de provas não seria suficiente para sustentar uma condenação. A defesa do jogador também pediu a absolvição.

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A juíza, entretanto, considerou que os elementos reunidos durante a investigação e o processo eram suficientes para comprovar os dois crimes.

A sentença levou em consideração o depoimento da vítima, os relatos de amigos e familiares e as mudanças emocionais e comportamentais observadas após os episódios.

O laudo de violência sexual foi inconclusivo. A perícia, porém, havia sido realizada em junho de 2024, meses depois dos fatos investigados.

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A Justiça estabeleceu uma pena de seis anos e seis meses de prisão para cada crime. Como os episódios ocorreram em datas e locais diferentes, as penas foram somadas, totalizando 13 anos de reclusão.

Além da condenação criminal, a sentença determinou o pagamento de R$ 20 mil em indenização mínima à vítima.

Léo Derik foi absolvido da acusação específica de violência psicológica contra a mulher, porque a Justiça considerou que os danos apontados nessa imputação já estavam abrangidos pelos crimes de estupro.

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Por que Léo Derik não foi preso?

Apesar da condenação, Léo Derik recebeu autorização judicial para recorrer em liberdade.

A sentença foi proferida em primeira instância e está sujeita a recurso. A magistrada entendeu que, naquele momento, não estavam presentes os requisitos necessários para decretar a prisão preventiva.

A decisão estabeleceu regime inicial fechado para o cumprimento da pena, mas o jogador não foi preso após a sentença.

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Caso a condenação seja mantida e o processo transite em julgado, sem possibilidade de novos recursos, a Justiça deverá adotar as providências para o cumprimento da pena.

O que o Athletico disse sobre a condenação?

Após a divulgação da sentença, em agosto, o Athletico informou que havia tomado conhecimento da decisão judicial envolvendo o jogador.

Em nota oficial, o clube afirmou que não comentaria os fatos discutidos no processo, por se tratar de uma ação que tramita em segredo de justiça.

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“A decisão é de primeira instância e está sujeita a recurso. O Clube não toma parte no processo e respeitará seu regular andamento, observadas as garantias legais aplicáveis até eventual trânsito em julgado”, informou o Athletico na ocasião.

Depois da condenação, Léo Derik passou a treinar separadamente do elenco principal e participou de partidas da Copa Paraná.

Nesta quinta-feira (29), o jogador voltou a receber uma oportunidade no time comandado por Odair Hellmann, começando como titular diante do Grêmio.