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Sete derrotas em 14 jogos: o que explica a crise do Flamengo

Desgaste físico, defesa fragilizada e previsibilidade ofensiva ajudam a entender momento turbulento

3 min

27/02/2026 13:19 • Atualizado há 240 dias

Sete derrotas em 14 jogos: o que explica a crise do Flamengo

O início de 2026 tem sido instável para o Flamengo. Em 14 partidas disputadas, a equipe soma sete derrotas, número que já representa mais da metade dos tropeços de toda a temporada passada. Sob comando de Filipe Luís, o time convive com oscilação de desempenho, fragilidade defensiva e dificuldade para transformar domínio em resultados.

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A sequência negativa não se explica por um único fator, mas por um conjunto de problemas acumulados desde os primeiros compromissos do ano. A seguir, cinco pontos que ajudam a entender o momento rubro-negro.

1º – Desgaste físico

A base do elenco iniciou 2026 praticamente sem intervalo após uma temporada anterior intensa. O Flamengo disputou todas as competições possíveis e chegou ao fim do ano com alto desgaste.

Filipe Luís reconheceu o impacto físico no rendimento. Segundo o treinador, a falta de condição ideal afeta decisões, intensidade na pressão e desempenho coletivo, especialmente na reta final dos jogos.

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2º – Investimento alto, retorno abaixo do esperado

O clube montou um elenco caro, mas parte das principais peças ainda não entregou o rendimento esperado. Jogadores importantes lidam com problemas físicos ou oscilações técnicas.

O resultado é um grupo financeiramente robusto, mas que ainda não conseguiu transformar investimento em desempenho constante dentro de campo.

3º – Defesa perdeu solidez

Em 2025, a solidez defensiva foi um dos pilares do time. Neste início de temporada, o cenário mudou. O Flamengo sofreu 20 gols em 14 partidas, média de quase 1,5 por jogo.

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Falhas em transições, lentidão nas coberturas e dificuldades para defender em profundidade tornaram o sistema vulnerável, inclusive em jogos com maior controle territorial.

4º – Volume sem efetividade

Os números mostram posse de bola elevada e alto número de finalizações, mas a eficiência caiu. Na final da Recopa contra o Lanús, por exemplo, o Flamengo teve amplo domínio estatístico, mas saiu derrotado.

O padrão se repete no Brasileirão: controle da bola e presença ofensiva, porém baixa conversão em gols decisivos.

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5º – Previsibilidade ofensiva

Sem a pressão alta que marcava sua identidade recente, o time passou a depender de construção lenta e cruzamentos. Apenas contra o Lanús foram 44 bolas levantadas na área.

A previsibilidade facilita o trabalho de defesas organizadas, especialmente em blocos baixos, reduzindo infiltrações e jogadas por dentro.

Um cenário de alerta

Os números refletem o momento: cinco vitórias, dois empates e sete derrotas, além de dois vice-campeonatos — Supercopa, diante do Corinthians, e Recopa, contra o Lanús.

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A classificação encaminhada no Campeonato Carioca ameniza o ambiente, mas não elimina o sinal de alerta. Para recuperar competitividade em 2026, o Flamengo precisará retomar intensidade, ajustar o sistema defensivo e ampliar o repertório ofensivo.

Com Agência Estado

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