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Futebol

Conheça a trajetória e as histórias por trás da classificação de Cabo Verde

Com técnico longevo, elenco multicultural e torcida apaixonada, os Tubarões Azuis vivem o maior feito do futebol nacional

3 min

13/10/2025 14:54 • Atualizado há 375 dias

Conheça a trajetória e as histórias por trás da classificação de Cabo Verde

A seleção de Cabo Verde fez história nesta segunda-feira (13) ao vencer eSwatini por 3 a 0, em Praia, e garantir pela primeira vez uma vaga na Copa do Mundo. O pequeno arquipélago de pouco mais de 500 mil habitantes vive o auge de sua trajetória esportiva com a classificação inédita para o torneio que será disputado nos Estados Unidos, México e Canadá.

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A conquista é fruto de um projeto consistente, comandado pelo técnico Bubista, que está à frente da seleção desde 2020. Sob sua direção, os Tubarões Azuis cresceram em organização, competitividade e identidade, alcançando feitos inéditos no cenário continental antes de romper a última barreira rumo ao Mundial.

Bubista, o treinador que mudou a história

Bubista, treinador da seleção de Cabo Verde / Crédito: Reprodução

Bubista, treinador da seleção de Cabo Verde / Crédito: Reprodução

Ex-jogador da própria seleção, Bubista assumiu o comando em meio a um processo de renovação e apostou na união entre atletas locais e os chamados “filhos da diáspora” — descendentes de cabo-verdianos nascidos em outros países.

Com tranquilidade e método, o treinador consolidou uma equipe disciplinada e taticamente sólida, que aprendeu a competir com as principais seleções africanas. São cinco anos à frente da equipe.

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Um elenco espalhado pelo mundo

A seleção de Cabo Verde reflete sua própria história migratória. Dos 25 jogadores convocados para as Eliminatórias, 14 nasceram fora do país, em locais como Holanda, Portugal, França e Irlanda.

Entre as histórias mais curiosas está a do zagueiro Roberto “Pico” Lopes, nascido em Dublin. Em 2018, ele recebeu uma mensagem em português pelo LinkedIn, convidando-o a defender Cabo Verde.

Além dele, o goleiro Vozinha, de 39 anos, é um símbolo da geração que manteve viva a chama do futebol cabo-verdiano. O experiente capitão esteve presente nas campanhas da Copa Africana de Nações e agora celebra a chance de disputar uma Copa do Mundo no fim da carreira.

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A força da união

Em campo, o time se destaca mais pela organização do que pelo estrelato. A defesa é uma das menos vazadas das Eliminatórias, e o grupo compensa a falta de grandes nomes com intensidade e senso coletivo.

A base atua majoritariamente em clubes de Portugal, Turquia e França, mas há também representantes na Arábia Saudita.

Um país que parou para ver a história

O dia da classificação entrou para a história nacional. Horas antes da bola rolar, os jogadores de Cabo Verde caminharam por um mercado local para encontrar torcedores e sentir de perto o clima de festa.

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O governo decretou tolerância de ponto — liberando os funcionários públicos da Ilha de Santiago — e os 15 mil ingressos para o jogo decisivo no Estádio Nacional se esgotaram rapidamente.

As ruas da capital, Praia, viraram uma grande celebração. Bandeiras, buzinas e cânticos ecoaram por todo o arquipélago para comemorar o maior feito esportivo do país.

O pequeno gigante do Atlântico

Com a classificação, Cabo Verde se tornou o segundo menor país em população a disputar uma Copa do Mundo, atrás apenas da Islândia, que participou em 2018. O feito reforça o crescimento do futebol africano e dá visibilidade a um país de língua portuguesa que há décadas sonhava com esse momento.