
Veron Mossengo-Omba
Divulgação/CAF
Resumo
O secretário-geral da CAF, Veron Mossengo-Omba, renunciou ao cargo neste domingo (29) em meio a uma crise institucional no futebol africano. A saída ocorre após pressões internas e críticas à sua permanência no posto.
O dirigente afirmou que a decisão foi pessoal, após mais de 30 anos de carreira, e disse deixar a função com tranquilidade. Nos bastidores, porém, sua gestão vinha sendo questionada por membros da entidade e nas redes sociais.
A CAF enfrenta um momento de instabilidade, agravado por polêmicas recentes, como a retirada do título de Senegal na Copa Africana. Mossengo-Omba ainda pode seguir no futebol, com possível candidatura na federação do Congo.
O secretário-geral da Confederação Africana de Futebol (CAF), Veron Mossengo-Omba, anunciou neste domingo (29) sua renúncia ao cargo em meio a um período de instabilidade institucional no futebol do continente. A saída ocorre após pressões internas e questionamentos sobre a condução da entidade, que enfrenta uma crise de confiança.
Mossengo-Omba, de 66 anos, afirmou que a decisão foi motivada por razões pessoais, após mais de três décadas de carreira no futebol internacional. Em comunicado, ele destacou que deixa a função com a sensação de dever cumprido e agradeceu ao presidente da CAF, Patrice Motsepe, além de colaboradores e parceiros da entidade.
“Depois de mais de 30 anos dedicados ao futebol internacional, decidi deixar o cargo de secretário-geral da CAF para me dedicar a projetos pessoais”, afirmou. Em outro trecho, ressaltou que sai “com tranquilidade” após rebater suspeitas levantadas ao longo de sua gestão.
Críticas e pressão interna na CAF
Apesar da justificativa oficial, a renúncia acontece em um cenário de forte pressão sobre a liderança da CAF. Nos últimos meses, Mossengo-Omba foi alvo de críticas de membros do comitê executivo e também de manifestações nas redes sociais, especialmente por permanecer no cargo além da idade limite prevista pela organização.
Além disso, o dirigente enfrentou acusações de ter criado um ambiente de trabalho considerado tóxico dentro da entidade. Uma investigação interna foi conduzida após denúncias de funcionários, mas não identificou irregularidades.
Outro ponto que agravou a crise foi a decisão da CAF de retirar o título da Copa Africana de Nações de Senegal, o que gerou repercussão negativa e pedidos de investigação internacional sobre a governança da entidade.
Futuro político e possível retorno ao futebol local
Embora tenha declarado aposentadoria, o futuro de Mossengo-Omba pode seguir ligado ao futebol. Segundo informações reveladas pelo próprio Patrice Motsepe, o dirigente teria sido convidado pelo presidente da República Democrática do Congo para colaborar no desenvolvimento do esporte no país.
Há também a expectativa de que ele concorra à presidência da federação congolesa de futebol nos próximos meses. Caso isso se concretize, Mossengo-Omba pode voltar ao cenário político do futebol africano e, eventualmente, disputar cargos de maior relevância na CAF.
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