Thiago Ribeiro recorda jogo que ‘salvou’ Palmeiras: “Não tinha rivalidade"
Atacante recordou bastidores do 1 a 0 do Santos sobre o vitória na última rodada do Brasileirão de 2014

Thiago Ribeiro, de 40 anos, conquistou títulos com as camisas de São Paulo, Cruzeiro, Santos e Atlético-MG ao longo da carreira, mas tem um gol em jogo que “não valia nada” para sua equipe como um dos lances mais marcantes de sua trajetória.
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Pela última rodada do Campeonato Brasileiro de 2014, o já despretensioso Santos foi ao Barradão para enfrentar o Vitória, que precisava vencer para escapar do Z4 e, consequentemente, rebaixar o Palmeiras. A partida, porém, terminou com vitória do Peixe por 1 a 0, com gol marcado por Thiago Ribeiro, que até hoje é lembrado pela bola na rede que “salvou” o Verdão.
Quase 12 anos depois, o atacante discorda das afirmações, mas entende bem o motivo disso acontecer: “Não salvou, porque, se não tivesse gol, seria 0 a 0 e o Palmeiras terminaria o campeonato salvo. Criou-se essa mística porque o jogo do Palmeiras acaba antes e a transmissão mostra aqueles minutos finais do jogo Vitória e Santos. Quando faço o gol, a torcida do Palmeiras comemora o meu gol, então isso virou assim uma imagem emblemática”, conta à Band.com.br.
Como falado pelo artilheiro, o gol não mudou a situação palmeirense na tabela. O Verdão escapou do rebaixamento com 40 pontos, dois a mais que a equipe de Salvador, que caiu com 38. Ou seja, se o empate prevalecesse no marcador, o rubro-negro teria chegado apenas aos 39.
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Apesar de algumas críticas de santistas pelo gol marcado contra o Vitória, Thiago Ribeiro nega que os torcedores do Peixe tenham pedido pela derrota nos dias que antecederam o duelo.
“Não me lembro disso [torcedores pedindo para perder o jogo]. Santos e Palmeiras é sempre um clássico, mas eu me lembro que na época não tinha essa rivalidade toda com o Palmeiras. Joguei vários clássicos contra o Palmeiras e não tinha essa essa rivalidade toda. A rivalidade maior sempre foi com o Corinthians. Essa rivalidade com o Palmeiras aconteceu de 2014 para cá”, continua.
O atacante, inclusive, recorda de um pedido feito por dirigentes e comissão técnica antes de a bola rolar: o de ganhar a partida. Com o 1 a 0, o Santos acabou o Brasileirão de 2014 na nona colocação.
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“Quando entramos em campo, a diretoria e a comissão técnica pediram para a gente fazer um jogo sério. Não tínhamos mais chance de ser campeões e nem de ir para a Libertadores. Também não corríamos risco de rebaixamento. O que passaram pra gente? ‘Vamos ganhar o jogo e procurar terminar na melhor colocação possível’. Se você observar, a gente entra em campo para fazer um jogo decente, não entramos para jogar como se fosse férias. Tem chute do Santos na trave, criamos muitas jogadas. Se não me engano, o Aranha foi o melhor em campo. Isso mostra que entramos para fazer o nosso trabalho. Procuramos executar o que foi pedido pra gente”, completa.
Agora, Palmeiras e Santos fazem mais um capítulo do Clássico da Saudade, na Vila Belmiro. O duelo será válido pela volta das quartas da Copa do Brasil, após vitória do Verdão por 3 a 0 na ida.
