Esporte

Assédio e abusos na Copa: a nova e obrigatória figura do 'Guardião'

Regulamento exige oficial treinado em programa da Fifa para receber denúncias e zelar pelo bem-estar dos times

3 min

10/06/2026 14:00 • Atualizado há 6 dias

Assédio e abusos na Copa: a nova e obrigatória figura do 'Guardião'

Assédio e abusos na Copa: a nova e obrigatória figura do 'Guardião'

rafaelribeirorio / CBF

A Copa do Mundo de 2026, que começa na próxima quinta-feira (11) no Estádio Azteca, no México, terá pela primeira vez a figura obrigatória do Team Safeguarding/Welfare Officer, o chamado Guardião.

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Todas as seleções participantes precisam nomear esse oficial de proteção e bem-estar, responsável por centralizar preocupações e denúncias de assédio e abusos dentro da delegação durante o torneio.

Próximo ao início do torneio deste ano, disputado em Canadá, Estados Unidos e México, entenda como a Fifa irá lidar com assédio e abusos durante o Copa'.

Proteção contra abusos e assédios

De acordo com o regulamento da competição, o Guardião atua como principal ponto de contato para qualquer questão ligada à proteção da equipe. Ele faz a ligação direta com a gerência de proteção do evento sempre que surgir uma suspeita ou denúncia de assédio e abuso.

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A Fifa explicita que esse escopo inclui abusos físicos, sexuais, psicológicos e situações de negligência envolvendo atletas ou demais integrantes da delegação.

Cabe ao oficial acolher relatos, encaminhar os casos pelos canais formais e acompanhar os procedimentos de proteção durante toda a competição.

Além de responder a denúncias, o Guardião também deve atuar de forma preventiva, orientando jogadores, comissão técnica e staff sobre direitos, deveres e condutas esperadas no ambiente do futebol e da Copa.

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Curso obrigatório: a exigência do selo Fifa Guardians

Para ocupar o cargo, não basta uma indicação simbólica. O regulamento determina que o oficial de proteção e bem-estar conclua o curso online “Fifa Guardians Safeguarding Essentials”, voltado à formação em proteção e bem-estar no esporte.

Após completar o treinamento, o profissional precisa apresentar o certificado à Fifa como condição para exercer a função durante o Mundial. Sem o documento, a indicação não é validada pela entidade.

Embora a exigência formal do certificado recaia apenas sobre o Guardião, a Fifa recomenda que todos os demais membros da delegação que acompanham os jogadores também façam o curso.

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A intenção é padronizar o conhecimento sobre riscos, prevenção, identificação e encaminhamento de casos de abuso.

Saúde mental em campo: a prioridade além do futebol

A criação dessa função reforça a preocupação da Fifa além do desempenho esportivo, colocando o bem-estar mental e físico de todos os envolvidos como prioridade.

O Guardião tem o dever de adotar medidas razoáveis para proteger a saúde de atletas e demais integrantes da delegação durante toda a competição.

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Entre as atribuições, está a responsabilidade de garantir que todos conheçam o Código de Conduta de Proteção e Antidiscriminação da Fifa, bem como os procedimentos internos e canais seguros para relatar preocupações. Esse trabalho inclui ações de comunicação, esclarecimento de dúvidas e acompanhamento de eventuais casos.

Com a regra, a Fifa busca criar um ambiente mais seguro e informativo na Copa do Mundo de 2026, em que jogadores e staff saibam a quem recorrer e como agir diante de qualquer suspeita de assédio, abuso ou comportamento inadequado dentro das delegações e nos estádios.

Datas principais da Copa do Mundo 2026

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