Esportes

Brasil ficou 5 minutos sem bola e incomodou menos que a Estônia; entenda

Seleção Brasileira deixou a Noruega trocar mais de 600 passes e ter 66% de posse de bola

3 min

06/07/2026 06:00 • Atualizado há 11 horas

A defesa do Brasil viu a Noruega jogar

A defesa do Brasil viu a Noruega jogar

Reuters/Caean Couto

A derrota do Brasil para a Noruega, nas oitavas de final da Copa do Mundo, passa por uma decisão errada de Carlo Ancelotti, com má execução dos jogadores: a Seleção Brasileira abriu mão de ter a posse de bola, na tentativa de roubá-la e encaixar contra-ataques. Mas na prática o Brasil só viu a Noruega jogar. Incomodou menos do que Estônia e Moldávia.

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Durante as Eliminatórias para a Copa do Mundo, a Noruega enfrentou essas duas seleções, controlou o jogo e conseguiu trocar muitos passes. Contra o Brasil, o domínio foi ainda maior nesse ponto. As estatísticas do Sofascore mostram:

  • Noruega trocou 654 passes contra a Moldávia
  • Noruega trocou 661 passes contra a Estônia
  • Noruega trocou 679 passes contra o Brasil

Esses jogo contra a Moldávia acabou 11 a 1 para a Noruega. Ou seja, mesmo sendo atropelada, a seleção moldava foi menos passiva que o Brasil.

O "apagão" de 5 minutos

O Brasil sofreu um "apagão" decisivo a partir dos 29 minutos do 2º tempo, que resultaram no primeiro gol de Haaland.

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O Brasil passou pouco mais de 5 minutos sem trocar sequer um passe completo. Nesse período, quando encostou na bola, foram desarmes incompletos ou passes errados.

A passividade espantou: nesses 5 minutos, a Noruega trocou 63 passes certos. O Brasil só assistiu. Até que Schjelderup teve espaço e cruzou para Haaland, com liberdade, cabecear para o gol.

Por que deu errado?

Em primeiro, lugar, é uma característica de Ancelotti: nunca foi um técnico que procura a posse de bola. Prefere o ritmo acelerado, mesmo que o time precise recuar em alguns momentos.

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Além disso, ele preferiu jogar assim por causa do principal astro da Noruega: "Era mais complicado fazer pressão alta porque a Noruega metia muitos jogadores atrás. E fazer uma pressão alta era um risco para a velocidade do Haaland no 1 contra 1", disse Ancelotti.

Além das decisões do técnico, isso também aconteceu por problemas dos jogadores. Com exceção de Ancelotti, todo mundo viu que o Brasil tinha problemas no meio-campo, desde o primeiro jogo. Ficou evidente que Casemiro não tinha vigor suficiente para pressionar os adversários.

As laterais também eram um problema antigo, principalmente a direita. Depois da lesão de Wesley, nenhum lateral foi convocado. Ibañez e Danilo tiveram atuações ruins no setor. Contra a Noruega, os dois gols começaram exatamente ali.

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E o Brasil estava desfigurado do meio para frente: os volantes Danilo Santos e Ederson não tinham jogado juntos. Neymar e Endrick tinham feito poucos minutos juntos, só em um jogo já definido, contra a Escócia.

O Brasil nunca esteve pronto para esses momentos. A bagunça na CBF, com trocas de presidente e técnicos, atrapalhou o ciclo. E quando precisou improvisar, Ancelotti errou. Não quis a bola e ficou sem Copa.