Brasil revive coincidência entre decisão de Copa do Mundo e Fórmula 1
12 de julho de 1998: dia da final contra a França e de uma das vitórias mais confusas de Michael Schumacher em Silverstone

Brasil revive coincidência entre decisão de Copa do Mundo e Fórmula 1
X - @equipedefrance e @ScuderiaFerrari
Neste domingo, dia 3 de julho de 2026, a Seleção Brasileira volta a campo em uma decisão de Copa do Mundo no mesmo dia do Grande Prêmio da Inglaterra de Fórmula 1. O adversário, a Noruega, tem um detalhe curioso: foi justamente a seleção que impôs ao Brasil sua única derrota na fase de grupos da Copa de 1998.
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Mas o paralelo principal leva a outro ponto daquela campanha. Em 12 de julho de 1998, o Brasil disputou a final da Copa do Mundo contra a França, no Stade de France, em Paris. Horas antes, a Fórmula 1 realizou o GP da Inglaterra em Silverstone.

Seleção Brasileira da Copa do Mundo de 1998
Crédito: CBF
Na França, a Seleção Brasileira chegou à decisão como atual campeã mundial. O time de Zagallo defendia o título conquistado em 1994 e tinha em Ronaldo Fenômeno seu principal nome.
Dentro de campo, o Brasil estreou com vitória por 2 a 1 sobre a Escócia. Na sequência, venceu Marrocos por 3 a 0, com gols de Ronaldo, Rivaldo e Bebeto, e garantiu a classificação. A derrota por 2 a 1 para a Noruega, na última rodada da fase de grupos, não tirou o Brasil da Copa, mas acabou com a invencibilidade da Canarinho.
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Denílson e Christian Karembeu durante final em 1998 - Crédito: X
@equipedefrance
A final, porém, nasceu sob um cenário que jamais teve explicação simples. Horas antes da partida contra a França, Ronaldo sofreu uma convulsão. O atacante foi levado a uma clínica, passou por exames e recebeu liberação médica para jogar.

França conquistou sua primeira Copa do Mundo em 1998 - Crédito: X
@equipedefrance
A França, diante de sua torcida, tomou conta da decisão. Zinedine Zidane marcou duas vezes de cabeça no primeiro tempo. No fim, Emmanuel Petit completou o placar: França 3 a 0. A equipe terminou o torneio com dez gols sofridos, a defesa mais vazada entre as 32 seleções. Também foi a primeira vez desde 1974 que a Seleção perdeu dois jogos na mesma edição do Mundial.
Enquanto isso, na Inglaterra
Enquanto o futebol brasileiro vivia sua noite mais traumática desde 1950, a Fórmula 1 já tinha produzido uma da vitórias mais polemicas da história.
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A temporada de 1998 tinha dois protagonistas. Mika Häkkinen liderava o renascimento da McLaren e havia vencido quatro das oito primeiras corridas. Michael Schumacher, pela Ferrari, ainda procurava seu primeiro título pela equipe italiana e vinha de vitórias no Canadá e na França.
Em Silverstone, Hakkinen largou da pole. A corrida começou sob chuva, com o finlandês na liderança e o alemão em perseguição. A McLaren tinha melhor ritmo no início, e Schumacher ainda perdeu o segundo lugar para David Coulthard na volta 5.

Mika Häkkinen durante o GP da Inglaterra de 1998
Crédito: McLaren
As condições pioraram, e a direção de prova acionou o safety car. A vantagem da McLaren desapareceu. Na relargada, Häkkinen ainda sofria com o dano no carro. Na volta 51, errou outra vez e deixou a liderança para Schumacher. A Ferrari passou a ter a vitória nas mãos.
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A polêmica começou no fim. A três voltas da bandeirada, os comissários informaram à Ferrari que Schumacher havia recebido uma punição de dez segundos por ultrapassagem sob bandeira amarela. A comunicação, no entanto, abriu margem para dúvida: os dez segundos seriam somados ao tempo final ou o piloto teria de cumprir um stop-and-go nos boxes?
A situação ficou ainda mais confusa porque o rádio de Schumacher não funcionava. A Ferrari chamou o alemão por meio de placa. Na última volta, ele entrou no pit-lane para pagar a punição. Só que, em Silverstone, a linha de cronometragem ficava antes do box da Ferrari. Assim, Schumacher cruzou a linha de chegada dentro dos boxes antes de parar no local da equipe.

Mika Häkkinen, Michael Schumacher e Eddie Irvine no GP da Inglaterra de 1998
Crédito: Ferrari
Na prática, venceu a corrida antes de cumprir a penalidade.
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A McLaren protestou. A equipe argumentou que um stop-and-go completo custaria cerca de 29 segundos. Como Schumacher havia terminado 22 segundos à frente de Hakkinen, o finlandês herdaria a vitória caso o procedimento tivesse valor integral.
No fim, deu em nada. O resultado deu ao alemão seu terceiro triunfo seguido em 1998 e reduziu a diferença para o rival no campeonato a apenas dois pontos. Häkkinen ainda conquistaria o título no fim do ano, mas Silverstone ficou como um dos capítulos mais confusos daquela temporada.
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