Craque da Noruega teve problema com Ancelotti e fracassou no Real; entenda
Técnico da Seleção Brasileira já disse que Odegaard era "jogada de marketing"; agora eles vão se enfrentar na Copa do Mundo

Odegaard
Reuters/Tim Heitman
Martin Odegaard vive um grande momento na carreira: depois de ser campeão inglês no Arsenal, ele se classificou para as oitavas de final da Copa do Mundo com a Noruega e vai enfrentar o Brasil. Mas antes disso, no começo da carreira, o meia passou 6 anos tentando encontrar espaço no Real Madrid e fracassou.
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Quando ainda era adolescente, Odegaard já despertou o interesse da elite europeia. Ele desembarcou em Madri em janeiro de 2015, aos 16 anos, após recusar propostas de clubes como Bayern de Munique, Liverpool, Arsenal e Manchester United.
O problema foi o cenário encontrado no Santiago Bernabéu. O meio-campo merengue contava com nomes como Luka Modrić, Toni Kroos, Isco, James Rodríguez e outros. A concorrência dificultava qualquer perspectiva de minutos para um adolescente em formação.
Ele também teve problemas com o primeiro técnico que encontrou no Real. Carlo Ancelotti, que hoje treina a Seleção Brasileira, escreveu, em livro, que não gostou da contratação do norueguês: "Poderia ser o melhor do mundo, mas a mim não importa, porque eu nunca pedi sua contratação. Foi uma contratação de um produto de marketing".
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Foto: Real Madrid/ Divulgação
Mesmo com as chegadas do técnico Rafa Benítez, Odegaard não foi aproveitado. Acumulou partidas no Castilla, time B do Real, e iniciou uma sequência de empréstimos. Em 2017, foi para o Heerenveen, da Holanda. No ano seguinte, defendeu o Vitesse. Teve bons momentos, mas ainda não justificava o rótulo de fenômeno que recebeu na adolescência.
A virada começou em 2019. Emprestado à Real Sociedad, o meia finalmente encontrou estabilidade, sequência de jogos e protagonismo. Virou um dos destaques da La Liga e voltou a ser visto como um dos jogadores mais promissores da Europa.
O desempenho recolocou seu nome nos planos do Real Madrid, mas a segunda passagem pelo clube também não rendeu a continuidade esperada. Em 2021, após novo empréstimo ao Arsenal, os ingleses decidiram contratá-lo em definitivo.
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Foi em Londres que Odegaard encontrou o ambiente ideal para reconstruir a carreira. Com confiança, liberdade para jogar e papel central no projeto de Mikel Arteta, transformou-se em capitão dos Gunners e referência técnica da equipe.
É uma história que mostra que nem sempre é uma questão de talento. O contexto e o passar do tempo fazem diferença.
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