Camisas retrô de futebol batem recorde de buscas na Copa
Interesse por modelos vintage e por combinações com uniformes cresce enquanto a Copa do Mundo transforma camisas históricas em peça de moda

Torcida Brasil
REUTERS/Rodolfo Buhrer
A Copa do Mundo está movimentando muito mais do que as tabelas dos grupos. Dados do Google mostram que as buscas por "camisas retrô de futebol" atingiram um recorde histórico, enquanto pesquisas por "o que vestir com uma camisa de futebol" explodiram na última semana.
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O movimento chama atenção porque acontece longe dos gramados. Em vez de procurarem apenas resultados, escalações ou estatísticas, milhões de pessoas estão usando a Copa como porta de entrada para um universo que mistura futebol, memória afetiva e moda.
Da arquibancada para o guarda-roupa
A tendência não surgiu durante a Copa, mas o torneio acelerou um movimento que já vinha ganhando espaço nas redes sociais e no mercado de moda.
Conhecido como "blokecore", a tendência popularizou o uso de camisas de futebol em produções casuais, combinadas com jeans, alfaiataria, tênis e peças que tradicionalmente não faziam parte do universo esportivo. A estética nasceu inspirada na cultura dos torcedores britânicos das décadas de 1980 e 1990 e ganhou força global com o TikTok e o Instagram.
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O resultado é uma cena cada vez mais comum: pessoas que nunca entraram em um estádio usando camisas da seleção brasileira de 1998, da França campeã de 1998 ou de clubes europeus dos anos 1990.
Parte da resposta está na nostalgia. Ao contrário dos uniformes atuais, que mudam a cada temporada, muitas camisas antigas carregam referências imediatas a momentos específicos da história do futebol: uma Copa do Mundo, um título marcante ou um jogador que definiu uma geração.
Esse valor simbólico ajudou a transformar camisas históricas em itens disputados por colecionadores e consumidores. Em diversos países, o mercado de revenda de uniformes vintage cresceu nos últimos anos, impulsionado pela procura por peças associadas a épocas consideradas icônicas do esporte.
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Não é raro encontrar modelos lançados há duas ou três décadas sendo vendidos por valores muito superiores aos praticados na época em que chegaram às lojas.
Nem toda camisa antiga é realmente vintage
O aumento da procura também trouxe um alerta para quem pretende entrar nesse mercado.
Comunidades de colecionadores relatam crescimento na circulação de réplicas e reproduções anunciadas como peças originais. Entre os cuidados mais recomendados estão verificar etiquetas, códigos de fabricação, estado de conservação e a procedência do produto antes da compra.
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Para quem não busca colecionar, mas apenas incorporar a tendência ao guarda-roupa, a alternativa mais simples costuma ser recorrer às reedições oficiais lançadas por clubes e fabricantes esportivos.
As buscas mostram que a relação do público com o futebol está mudando. Se durante décadas a camisa funcionou principalmente como símbolo de pertencimento a um clube ou seleção, hoje ela também circula como item cultural. É uma peça capaz de contar histórias, marcar gerações e atravessar fronteiras.
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