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Como os laterais de Coufal viraram arma da República Tcheca na Copa

Lateral participou diretamente dos gols tchecos nas duas primeiras rodadas do Mundial com arremessos longos e precisos

2 min

18/06/2026 13:26 • Atualizado há 11 horas

Vladimir Coufal, lateral-direito da República Tcheca

Vladimir Coufal, lateral-direito da República Tcheca

Reuters

Resumo

Vladimír Coufal transformou os arremessos laterais em uma das principais armas da República Tcheca na Copa do Mundo. Os dois gols da seleção nas primeiras rodadas nasceram de jogadas iniciadas pelo lateral.

Na estreia contra a Coreia do Sul, Coufal lançou a bola para a área e encontrou Ladislav Krejčí, que marcou de cabeça. Diante da África do Sul, um novo lateral longo iniciou a jogada que terminou no gol de Michal Sadílek.

Especialista no fundamento desde os tempos de West Ham, o defensor de 33 anos ganhou fama pelos lançamentos precisos e chega ao Mundial como uma das peças mais importantes da equipe tcheca.

Vladimír Coufal encontrou uma maneira diferente de influenciar os jogos da República Tcheca na Copa do Mundo. Enquanto muitas seleções apostam em jogadas trabalhadas ou bolas paradas tradicionais, os tchecos transformaram os arremessos laterais do camisa 5 em uma das principais armas ofensivas da equipe.

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A estratégia já apareceu nas duas primeiras partidas da seleção no Mundial. Na estreia contra a Coreia do Sul, Coufal lançou a bola diretamente para a área e encontrou o capitão Ladislav Krejčí, que abriu o placar de cabeça.

Nesta quinta-feira (18), diante da África do Sul, a jogada voltou a funcionar. O lateral cobrou com força para a ponta direita, a bola foi desviada na sequência e chegou até Michal Sadílek, responsável por marcar o primeiro gol da partida.

Especialidade construída na Inglaterra

A capacidade de transformar laterais em oportunidades de ataque acompanha Coufal há anos. Durante sua passagem pelo West Ham, da Inglaterra, o defensor ganhou notoriedade justamente pelos lançamentos longos em direção à área adversária.

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Sob o comando de David Moyes, a equipe inglesa utilizava frequentemente o recurso como alternativa para pressionar os adversários. Em muitas situações, os arremessos do tcheco funcionavam como verdadeiros escanteios, criando perigo mesmo sem a bola passar pelos pés dos meio-campistas.

O desempenho chamou atenção também pelos números. Em temporadas recentes, Coufal apareceu entre os jogadores que mais criaram chances diretamente a partir de cobranças de lateral nas principais ligas europeias.

Aos 33 anos, Coufal chegou à Copa do Mundo como um dos líderes da República Tcheca. Depois de cinco temporadas no West Ham, o lateral seguiu para o Hoffenheim, da Alemanha, onde manteve a regularidade e a condição de titular.