De um país para outro: jogadores que trocaram de seleção na Copa
Relembre casos de jogadores naturalizados em Copas; no início, Fifa permitia que atletas com dupla cidadania trocassem de federação

De um país para outro: jogadores que disputaram a Copa por outra seleção
REUTERS/Lee Smith
Ao longo de quase 100 anos de Copa do Mundo, alguns jogadores disputaram o torneio por uma seleção diferente do país de nascimento, com uma lista de brasileiros entre os exemplos.
Continua depois da publicidade
Mas há, também, quem conseguiu defender mais de uma seleção no principal torneio de futebol em tempos de regras mais flexíveis, especialmente entre as décadas de 1930 e 1960.
Nas primeiras edições do Mundial, a Fifa permitia que atletas com dupla cidadania trocassem de federação e até disputassem Copas por nações diferentes.
Hoje, os regulamentos são muito mais rígidos e impedem esse tipo de "migração" após a participação em competições oficiais pela equipe principal.
Continua depois da publicidade
Casos recentes de troca de seleção só ocorreram por dissolução de países, como a antiga Iugoslávia, ou em situações muito específicas previstas no estatuto da entidade.
Lendas que jogaram Copas por países diferentes
- Luis Monti (Argentina e Itália): Meio-campista, disputou a final da primeira Copa do Mundo, em 1930, pela Argentina, e quatro anos depois foi campeão mundial com a Itália em 1934. É o único jogador a jogar duas decisões de Mundial por países diferentes;
- Ferenc Puskás (Hungria e Espanha): Ícone do futebol, liderou a Hungria vice-campeã em 1954. Após se exilar por causa da Revolução Húngara, naturalizou-se espanhol e defendeu a Espanha na Copa de 1962, no Chile;
- Mazzola/José Altafini (Brasil e Itália): Atacante da Seleção Brasileira campeã em 1958, na Suécia, ele se transferiu para o futebol italiano, aproveitou a cidadania por ascendência e jogou a Copa de 1962 pela Azzurra;
- Robert Prosinecki (Iugoslávia e Croácia): Participou da Copa de 1990 pela Iugoslávia. Com o desmembramento do país, voltou a disputar Mundiais por sua nova seleção, a Croácia, em 1998 e 2002;
- Dejan Stankovic (Iugoslávia, Sérvia e Montenegro, Sérvia): Meio-campista, é um caso único: atuou na Copa de 1998 pela Iugoslávia; em 2006 por Sérvia e Montenegro; e em 2010 pela Sérvia, sempre em seleções consideradas sucessoras políticas do mesmo país.
Brasileiros que escolheram outra seleção
O Brasil também é protagonista quando o tema são jogadores que nasceram aqui, mas brilharam por outras camisas em Copas e Eurocopas.
- Mazzola/José Altafini (Itália): Além de campeão com o Brasil em 1958, disputou o Mundial de 1962 pela Itália;
- Deco (Portugal): Nascido em São Bernardo do Campo, fez carreira na Europa, especialmente no Porto. Naturalizado português, foi peça importante da seleção lusa nas Copas de 2006 e 2010 e em Eurocopas;
- Pepe (Portugal): Zagueiro nascido em Maceió, construiu trajetória de destaque no futebol europeu e optou por Portugal. Disputou Copas do Mundo e foi campeão da Eurocopa de 2016;
- Jorginho (Itália): Natural de Imbituba (SC), mudou cedo para a Europa, ganhou espaço na Serie A e se naturalizou italiano. Virou titular da Itália e foi um dos pilares do título da Euro 2020;
- Cacau (Alemanha): Atacante nascido em São Paulo, consolidou a carreira no Stuttgart, obteve cidadania alemã e disputou a Copa de 2010 pela seleção germânica, com 23 jogos e seis gols pela equipe nacional;
- Eduardo da Silva (Croácia): Carioca, mudou-se adolescente para a Croácia, passou pelas seleções de base e vestiu apenas a camisa croata na equipe principal. Jogou a Copa de 2014 no Brasil defendendo o país adotivo;
- Marcos Senna (Espanha): Volante paulista, virou referência no Villarreal e se naturalizou espanhol. Esteve na Copa de 2006 e participou da campanha campeã da Euro 2008 com a Roja;
- Diego Costa (Espanha): Nascido em Lagarto (SE), atuou em amistosos pela Seleção Brasileira, mas depois se naturalizou espanhol e assinou termo de compromisso com a Federação Espanhola. Disputou as Copas de 2014 e 2018 pela Espanha.
Por que esses casos ficaram raros?
Segundo o regulamento atual da Fifa, o jogador que entra em campo em competição oficial pela equipe principal de uma federação, em regra, não pode defender outra seleção no mesmo nível.
Continua depois da publicidade
As exceções são casos de mudanças de nacionalidade ainda na base, poucas partidas disputadas e alterações políticas, como a divisão ou fusão de países.
Na prática, isso significa que histórias como as de Monti, Puskás e Mazzola dificilmente se repetirão.
Já os brasileiros ou outros jogadores que hoje defendem seleções adotivas tendem a seguir o caminho de Deco, Pepe, Jorginho, Cacau e Eduardo da Silva: escolhem o país de adoção antes da estreia em competições oficiais pela seleção principal de nascimento.
Continua depois da publicidade
Onde assistir à final da Copa do Mundo
A final da Copa do Mundo entre Espanha e Argentina será transmitida no Brasil pela TV Globo e SBT (TV aberta), SporTV (TV fechada) e CazéTV (YouTube e plataformas digitais).
A Bandeirantes e BandNewsFM também transmite o principal jogo da competição ao vivo.
Fique por dentro das últimas
notícias

