Entenda por que uma vitória do Japão contra o Brasil não seria uma surpresa
Seleção Brasileira vai enfrentar uma equipe entrosada, confiante e em boa fase

Japão tem jogo coletivo e está confiante
Reuters
É natural que a Seleção Brasileira seja favorita no jogo contra o Japão, nesta segunda-feira (29), pela Copa do Mundo. Grande parte da mídia, casas de apostas e até o "Supercomputador" da Opta dizem que o Brasil tem mais chances de avançar. Mas existem 5 motivos para acreditar que uma vitória do Japão não seria uma grande surpresa. O Band.com.br vai transmitir a partida com a Bandeirantes.
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O Japão fez um grande jogo no empate contra a Holanda e se classificou em 2º lugar, após um duelo duro contra a Suécia. Já mostrou que tem 5 jogadores importantes, experientes e com técnica. E além do talento individual, tem outros pontos fortes.
Projeto superior
Todos sabem como o ciclo do Brasil foi conturbado, com trocas de técnico e problemas na CBF. Isso se refletiu em campo: o elenco não foi renovado. E o time titular está se arrumando ao longo da competição.
Já o Japão tem o mesmo técnico, Hajime Moriyasu, desde agosto de 2018. É o 4º mais longevo da Copa. Isso não garante título, nem classificação, mas gera um time muito organizado em campo, com características próprias e muito entrosamento.
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Características táticas
O Japão joga com 3 zagueiros, preenche o meio-campo com muitas peças e tem um atacante mais isolado. Isso pode atrapalhar o Brasil, que tem o meio-campo como ponto fraco. Casemiro tem sido muito questionado.
Além disso, o Japão joga com uma intensidade impressionante. São atletas muito rápidos, dedicados e disciplinados para defender e atacar. Os contra-ataques rápidos podem assustar o Brasil.
Bons resultados
O Japão vive boa fase. Não perde desde setembro do ano passado, mesmo enfrentando seleções de alto nível, como Inglaterra, Holanda, Brasil, Gana e Suécia.
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O melhor resultado foi a vitória por 1 a 0 sobre a Inglaterra, em março.
Vitória contra o Brasil
Outro grande resultado foi a vitória por 3 a 2, contra o Brasil, em 2025. As formações eram diferentes. O Brasil ainda jogava de outra forma. E não foi um jogo desequilibrado. Mas mostrou como o Japão tem um time organizado, com talento e que pode ameaçar o Brasil.
Confiança
O pré-jogo, nos últimos dias, teve declarações cheias de confiança dos japoneses. O técnico afirmou que seria um jogo com 50% de chances para cada lado. Ritsu Doan disse que “o Japão tem armas que o Brasil não tem”. E Keito Shiogai afirmou que nossa Seleção “não é a mesma de antigamente”.
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Carlo Ancelotti minimizou essas declarações, dizendo que são "jogos mentais". Mas elas mostram como o Japão chega confiante como nunca estiveram contra o Brasil - em 2006, antes de duelo nas oitavas de final, o discurso japonês era bem mais cauteloso.
Provável escalação do Japão: Zion Suzuki; Takehiro Tomiyasu, Shogo Taniguchi (Ko Itakura) e Hiroki Ito; Keito Nakamura, Ao Tanaka, Kaishu Sano e Ritsu Doan; Daizen Maeda e Daichi Kamada; Ayase Ueda.
Mas e o Brasil?
A Seleção Brasileira chega em alta, após boa atuação contra a Escócia. Ancelotti conseguiu finalmente consolidar uma formação tática: um 4-3-3 móvel, em que Matheus Cunha atua centralizado, mas se desloca bastante, dando espaço para Rayan e Vinicius Jr. jogarem pelo meio também.
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A provável escalação do Brasil tem: Alisson; Danilo, Gabriel Magalhães, Marquinhos, Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Vini Jr., Rayan e Matheus Cunha.
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