"Escândalo" e "repugnante": imprensa reage a cartão anulado de Balogun
Fifa anunciou que atacante dos Estados Unidos, expulso contra a Bósnia, poderá atuar contra a Bélgica pelas oitavas de final da Copa do Mundo

Balogun comemora seu segundo gol com a camisa dos Estados Unidos
REUTERS/Matthew Childs
A imprensa internacional reagiu de maneira incisiva à decisão da Fifa, anunciada na manhã deste domingo (5), de cancelar a suspensão do atacante Balogun, dos Estados Unidos, e liberar sua participação para o confronto contra a Bélgica pelas oitavas de final da Copa do Mundo.
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A entidade máxima do futebol optou por não cancelar o cartão vermelho tomado pelo atleta contra a Bósnia, apenas liberá-lo para o próximo jogo, se baseando no artigo 27 do Código Disciplinar da entidade. Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, publicou uma mensagem em suas redes sociais agradecendo a decisão e chamando de "correção a uma grande injustiça".
Críticas a Infantino
O jornal GVA, da Bélgica - seleção que será a próxima adversária dos Estados Unidos -, afirmou que o presidente da Fifa, "Gianni Infantino, está destruindo o futebol".
"Infantino inventou um prêmio da paz para agradar o presidente dos EUA, Donald Trump. [...] O Mundial de Clubes - também nos EUA - é um torneio que ninguém pediu, mas ele o vê principalmente como uma forma de ganhar dinheiro, prestígio e poder. Repugnante. Infantino não é um administrador esportivo. Ele não está construindo o futuro do futebol. Ele está construindo um império", afirmou.
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Relações obscuras
Já o periódico HBVL, também da Bélgica, afirmou que a decisão demonstra um "favoritismo em relação ao país anfitrião".
"Como é possível que um jogador suspenso se torne elegível para jogar um dia antes de uma partida da Copa do Mundo? [...] Será que a FIFA teria tomado a mesma decisão se um atacante de Cabo Verde ou Curaçao tivesse sido suspenso? E se os belgas marcarem um gol duvidoso e se classificarem para as quartas de final? Será que Trump ligará para seu amigo Infantino e a Bélgica será desclassificada?", questionou.
O jornal argentino 'Olé' chamou a decisão da Fifa de "escândalo mundial" e questionou a "decisão surpreendente" e "controversa". O espanhol "Marca" seguiu linha semelhante e afirmou se tratar de uma "medida incomum".
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