Espanha x Argentina: único duelo em Copas foi decidido por ex-Palmeiras
Seleções fazem a final da Copa do Mundo de 2026, neste domingo (19)

O argentino Artime, com a camisa do Palmeiras
Palmeiras
Espanha e Argentina decidem neste domingo (19) quem será o grande campeão da Copa do Mundo de 2026 e, na história das duas seleções, esse confronto aconteceu apena suma vez, há 60 anos, e foi decidido por um goleador com passagens por Palmeiras e Fluminense.
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Pela Copa do Mundo de 1966, na Inglaterra, a Argentina derrotou a Espanha na primeira rodada da fase de grupos por 2 a 1. O grande herói daquele triunfo foi o atacante Luis Artime, que marcou os dois gols argentinos e, anos mais tarde, jogaria no futebol brasileiro.
Nascido em Mendoza em 2 de dezembro de 1938, Artime começou no Independiente de Junín e passou pelo Atlanta antes de estourar no River Plate, onde marcou 71 gols. Pela seleção de seu país, o centroavante construiu uma marca impressionante: balançou as redes 24 vezes em apenas 25 partidas disputadas, alcançando uma média excepcional de 0,96 gol por jogo.

Elenco do Palmeiras em 1968: Chicão, Eurico, Baldocchi, Nelson, Dudu e Ferrari em pé e César, Tupãzinho, Artime, Ademir da Guia e Serginho agachados | Crédito: Acervo Palmeiras
Passagem marcante pelo Palmeiras
Anunciado em julho de 1968, o goleador argentino teve uma passagem curta, porém marcante, pelo Palmeiras. Ele defendeu o clube paulista até julho de 1969, tempo suficiente para se sagrar ídolo da torcida no Parque Antártica jogando ao lado do craque Ademir da Guia na histórica "Academia". Pelo Alviverde, Artime disputou 57 jogos, conquistou 32 vitórias e anotou impressionantes 48 gols, ajudando a faturar o título do "Robertão" de 1969.
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Em maio de 1972, o atacante desembarcou nas Laranjeiras para defender o Fluminense, que investiu alto e pagou 100 mil dólares pelo seu passe. A experiência no Rio de Janeiro, contudo, não repetiu o sucesso de São Paulo. Supostamente boicotado por companheiros de elenco, Artime marcou apenas um gol em 12 meses e deixou o Tricolor no final daquele mesmo ano.

Da esquerda para a direita: Artime, Gérson e Ari Ercilio | Crédito: Acervo Flumiennse
Máquina de gols na Argentina e ídolo no Uruguai
Por todos os clubes onde jogou na América do Sul, o centroavante se consolidou como uma máquina de gols. Ele se sagrou artilheiro do Campeonato Argentino em quatro oportunidades: duas pelo River Plate (1962 e 1963, com 25 gols somados) e duas pelo Independiente (1966, com 23 gols, e 1967, com 11 gols), clube onde faturou seu único título nacional na Argentina. Artime também teve uma breve passagem pelo Real Jaén, da Espanha, em 1965.
Seu auge técnico e de conquistas aconteceu com a camisa do Nacional, do Uruguai. Pelo clube de Montevidéu, foi tricampeão uruguaio (1969, 1970 e 1971), terminando como o principal goleador das três edições com 24, 21 e 16 gols, respectivamente. Em 1971, atingiu o topo do continente e do mundo ao conquistar a Taça Libertadores da América e o Mundial Interclubes.
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Após a passagem apagada pelo Fluminense, Artime foi repatriado pelo Nacional, onde era tratado como "rei" pela torcida. O craque encerrou sua gloriosa trajetória nos gramados em 10 de fevereiro de 1974, em partida do Nacional-URU contra o Olímpia-PAR, pela Libertadores, onde se despediu fazendo o que melhor sabia: balançando as redes adversárias.
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