Federações africanas rebatem presidente da UEFA, crítico da 'Copa inchada'
Aleksander Ceferin afirmou que o aumento no número de seleções na Copa do Mundo causaria 'jogos desinteressantes'

Presidente da UEFA, Aleksander Ceferin, à direita na imagem
REUTERS/Annegret Hilse
Federações de 13 países africanos que disputarão a Copa do Mundo de 2026 divulgaram neste domingo (14) um comunicado conjunto em resposta às declarações do presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, sobre a ampliação do torneio para 48 seleções.
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Entre os signatários do documento estão Marrocos, Senegal, Egito, Gana, Costa do Marfim, África do Sul, Argélia, Tunísia, Cabo Verde, Haiti, Curaçao, Uzbequistão e República Democrática do Congo. As entidades afirmam rejeitar as declarações do dirigente europeu, que teria classificado parte dos jogos da próxima edição do Mundial como "desinteressantes".
"Rejeitamos respeitosamente, mas com firmeza, essas declarações. Para nossos países, nenhuma partida da Copa do Mundo carece de importância", afirmaram as federações no comunicado.
O texto também destaca que o futebol mundial não deve ser tratado como patrimônio de um grupo limitado de nações. Segundo as entidades, cada seleção classificada para a competição conquistou sua vaga por mérito próprio e merece reconhecimento.
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A manifestação foi motivada por declarações de Ceferin em entrevista a um canal de televisão da Eslovênia. Na ocasião, o presidente da Uefa teria questionado o impacto da expansão do torneio, argumentando que o aumento no número de participantes poderia resultar em partidas sem grande interesse esportivo.
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