Hakimi se manifesta após julgamento por acusação de estupro avançar
Atleta que defende Marrocos nesta Copa do Mundo usa redes sociais para se posicionar sobre tema

Hakimi, lateral-direito do Marrocos em jogo contra Brasil pela Copa do Mundo
Reuters/Caean Couto
Resumo
A Justiça francesa confirmou o julgamento do lateral Achraf Hakimi, do Paris Saint-Germain e seleção de Marrocos, após rejeitar recurso da defesa e considerar suficientes as provas de uma acusação de estupro ocorrida em 2023, apresentada por uma jovem de 23 anos.
O jogador, que liderou Marrocos na estreia da Copa do Mundo, afirmou nas redes sociais que manteve silêncio confiando na justiça, relatou que sua fama influenciou o andamento do processo e afirmou sentir-se alvo de uma narrativa prejudicial à sua vida e família.
O processo começou após a promotoria abrir investigação sobre suposta violência sexual na residência de Hakimi, que reitera inocência, aguarda o julgamento com expectativa de se defender e, atualmente, está com a seleção marroquina para a disputa da Copa do Mundo.
A Justiça francesa confirmou, nesta sexta-feira (19), que o lateral-direito Achraf Hakimi, do Paris Saint-Germain e da seleção de Marrocos, será levado a julgamento por uma acusação de estupro ocorrida em 2023. O Tribunal de Apelação de Versalhes rejeitou o recurso apresentado pela defesa do atleta, decidindo que há provas suficientes para fundamentar a acusação perante o tribunal criminal departamental de Hauts-de-Seine.
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O desabafo de Hakimi
Após a decisão judicial ser tornada pública, Hakimi, que liderou Marrocos no jogo contra o Brasil, na estreia da Copa do Mundo, utilizou suas redes sociais para se manifestar sobre o caso. O jogador afirmou ter escolhido o silêncio durante anos por acreditar que a paciência e a confiança na justiça permitiriam que as decisões corretas fossem tomadas.
Em uma declaração contundente, o atleta relatou que a própria justiça teria reconhecido a influência de sua fama no processo: "A justiça olhou nos meus olhos e me disse: 'Se você não fosse conhecido, nunca teria havido um caso'". Hakimi expressou sentir-se um "alvo fácil" e criticou a narrativa que vem sendo divulgada, alegando que uma história que não condiz com a verdade está prejudicando sua vida e sua família.
Detalhes do processo
O caso teve início em 2023, quando uma jovem de 23 anos relatou ter sofrido violência sexual na casa do jogador, em Boulogne-Billancourt. Segundo os relatos, o contato teria ocorrido após a jovem conhecer o atleta via redes sociais; na residência, Hakimi teria forçado atos sexuais contra a vontade dela. Embora a mulher tenha optado por não prestar queixa formal no primeiro momento, a promotoria decidiu assumir a investigação.
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Expectativa pelo julgamento
Hakimi, que reitera sua inocência, afirmou que aguarda o tribunal desde o primeiro dia. "Espero por isso agora com impaciência. Finalmente, poderei falar", declarou o lateral.
Atualmente, o jogador está com a seleção de Marrocos para a disputa da Copa do Mundo. A equipe marroquina, que está no Grupo C ao lado do Brasil, entra em campo nesta sexta-feira (19) para enfrentar a Escócia.
Veja o que Hakimi postou
“A justiça olhou nos meus olhos e me disse: “Se você não fosse conhecido, nunca haveria um caso.” Escolhi me calar por anos. Pensei que permanecer digno, ser paciente e confiar na justiça permitiria que as decisões corretas fossem tomadas.
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Hoje, uma história que não é a minha é contada em detrimento da minha família, da minha vida e, acima de tudo, da verdade. Às vezes, tenho a sensação de ter me tornado um alvo fácil.
Espero por este julgamento desde o primeiro dia. E agora o espero com impaciência. Finalmente, poderei falar.”
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