Mano Menezes vê caminho para Brasil driblar favoritismo da França na Copa
Atual treinador do Peru avalia franceses e espanhóis em vantagem para conquistar o título mundial nos Estados Unidos

Mano Menezes, técnico do Peru, em amistoso contra Honduras
Divulgação/@SeleccionPeru
Ex-técnico da Seleção Brasileira e atual comandante do Peru, Mano Menezes acredita que França e Espanha são os países favoritos para conquistar a Copa do Mundo 2026. No entanto, ele acredita que o Brasil tem condições de surpreender e conquistar o hexa na atual edição.
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"Às vezes um cruzamento melhor para um lado e pior para o outro define quem segue e quem fica fora. Essa é a questão do torneio que permite surpresa. Mas também tem alguma coisa de lógica, e acho que França e Espanha iniciam mais como favoritas", disse em entrevista ao Show do Esporte.
Brasil e Argentina, por potências que são, sempre podem se afirmar durante a competição e serem campeões. Isso já aconteceu várias vezes
Para que Brasil surpreendam, porém, Mano vê uma dificuldade maior em relação à conquista em 2002. "A diferença que vejo de 2002 para agora é que a gente está muito instável com os nossos jogadores. Os de 2002 eram muito maduros. Cafú, Roberto Carlos, Ronaldo, Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho... era gente boa para caramba. E gente afirmada e madura. Ao meu ver, não iniciamos a Copa como favoritos. Vamos ter que nos tornar favoritos durante a competição”, complementou.
Frustração por 2014?
Mano Menezes foi o treinador do Brasil entre 2010 e 2012, e não teve bons desempenhos na Copa América e nas Olimpíadas durante o período. Por isso, foi demitido antes da reta final da preparação para a Copa do Mundo de 2014, em que a Seleção nacional foi comandada por Felipão. "O mais frustrante da história é que penso que a gente estava chegando no momento do crescimento final", disse.
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Perguntado se seria capaz de ter evitado o 7 a 1, Mano foi político. "Não consigo ser aproveitador para te falar isso objetivamente. O 7 a 1 foi um conjunto de fatores. Para terminar um jogo na tragédia daquele tamanho, a maior do Brasil de todos os tempos, das que eu vi pelo menos, é porque muita coisa não esteve bem. Um somatório de coisas", complementou.Agora Mano trabalha no novo ciclo à frente da seleção peruana, que não se classificou para jogar a Copa do Mundo em 2026.
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