Esportes

Não vai ter Copa? Greve no México ameaça abertura do Mundial

Professores mantêm protestos na Cidade do México e pressionam governo a poucos dias do jogo inaugural no Estádio Azteca

2 min

08/06/2026 13:35 • Atualizado há 8 dias

Resumo

A poucos dias da abertura da Copa do Mundo de 2026, uma greve nacional de professores coloca o México em alerta. O movimento já mobiliza milhares de manifestantes na Cidade do México.

Os protestos afetam áreas ligadas ao Mundial, incluindo regiões próximas ao Zócalo, onde estão previstas ativações para torcedores. Governo e sindicato seguem negociando sem acordo.

Segundo relatos da Band no local, manifestantes ameaçam ampliar as ações durante a semana da abertura. A expectativa das autoridades é evitar impactos no jogo entre México e África do Sul, no Estádio Azteca.

A poucos dias da abertura da Copa do Mundo de 2026, uma greve nacional de professores colocou o México em estado de alerta. O movimento, que já dura cerca de duas semanas, mobiliza milhares de manifestantes na Cidade do México e ameaça afetar eventos ligados ao Mundial, cuja partida inaugural acontece na próxima quinta-feira (11), entre México e África do Sul, no Estádio Azteca.

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As negociações entre o governo da presidente Claudia Sheinbaum e a Coordenadoria Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE) seguem sem acordo. Os professores reivindicam reajustes salariais maiores e mudanças nas regras previdenciárias da categoria.

Enquanto as conversas avançam lentamente, os protestos ganham visibilidade justamente na semana da abertura da principal competição do futebol mundial.

Protestos cercam áreas da Copa

O principal foco de preocupação está no centro da capital mexicana. Integrantes da CNTE mantêm acampamentos em regiões próximas ao Zócalo, a principal praça da Cidade do México, onde estão previstas ativações e eventos ligados à Copa do Mundo.

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Durante participação no programa Jogo Aberto, o correspondente da Band, Júlio Gomes, relatou que o governo reforçou o esquema de segurança na região para impedir a aproximação dos manifestantes das estruturas montadas para o torneio.

Segundo ele, lideranças do movimento chegaram a mencionar a possibilidade de ampliar os protestos nos próximos dias e pressionar autoridades durante a realização dos eventos ligados à abertura.

"Temos o movimento 'Não vai ter Copa' aqui no México também", afirmou o jornalista diretamente da capital mexicana.

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Prejuízos e tensão crescente

A greve já provoca impactos na rotina da cidade. Bloqueios de vias importantes, manifestações em prédios públicos e ocupações de espaços estratégicos geraram transtornos para moradores, comerciantes e empresas de logística.

Em protestos recentes, manifestantes derrubaram estruturas decorativas relacionadas à Copa do Mundo e ocuparam áreas que receberiam atividades voltadas aos torcedores.

A Fifa chegou a cancelar uma atividade de treinamento para voluntários que aconteceria no centro da capital em razão da situação.