Copa do mundo

Neto detona Seleção Brasileira após eliminação: 'Uma geração de mentira'

Comentarista do Grupo Bandeirantes criticou escolha de Carlo Ancelotti e desempenho de jogadores experientes

4 min

05/07/2026 20:56 • Atualizado há 16 horas

Brasil, pelas oitavas de final da Copa do Mundo 2026

Brasil, pelas oitavas de final da Copa do Mundo 2026

REUTERS/John Sibley

Resumo

Eliminação da Seleção Brasileira nas oitavas de final da Copa do Mundo para a Noruega gerou críticas contundentes do comentarista Neto, que apontou problemas na escolha de jogadores como Danilo, Raphinha e Casemiro, e classificou a equipe como uma “geração perdedora” que não conquistou títulos relevantes além da Copa América.

Encerramento do ciclo de pelo menos 10 veteranos da Seleção, todos com 32 anos ou mais, inclui nomes como Neymar, principal artilheiro da equipe e afetado por lesões, além de goleiros Weverton, Alisson e Ederson, e defensores Danilo, Alex Sandro, Douglas Santos e Marquinhos, que provavelmente não disputarão novos Mundiais devido à idade avançada.

Transição de liderança no meio-campo e ataque deve abrir espaço para jogadores mais jovens, como Vinicius Júnior, Endrick, Rayan, Gabriel Martinelli e Estêvão, enquanto veteranos como Casemiro e Fabinho encerram suas trajetórias, marcando o início de uma renovação estrutural na Seleção Brasileira para os próximos ciclos de Copa do Mundo.

Após a queda da Seleção Brasileira para a Noruega, neste domingo (5), o comentarista Neto, do Grupo Bandeirantes, não poupou críticas ao desempenho da Seleção Brasileira durante a Copa do Mundo. A equipe foi eliminada nas oitavas de final da competição pela terceira vez na história.

Continua depois da publicidade

Agora, o Neymar quer chorar no meio do campo. Não tem que chorar não, meu irmão. Você não foi titular. OS caras não te colocaram. Levaram Danilo (do Flamengo). Levaram Raphinha. Levaram jogadores que não tinham condições. Casemiro, que ele bancou. Danilo, que ele banco.

“Uma geração perdedora. Uma geração que não ganhou p... nenhuma. Tem seis jogadores aí que ganharam uma Copa América. Só. Foi vergonhoso desde o começo. E o que foi que aconteceu? A gente viu. Ah, jogamos bem o primeiro tempo. Jogamos bem um tempo e meio. Foi uma vergonha. Foi vergonhoso. Esses caras são perdedores. É uma geração de mentira, de mentira. Essa é a verdade”, acrescentou Neto.

Fim de ciclo para jogadores da Seleção

A eliminação nas oitavas de final deve encerrar o ciclo de pelo menos 10 veteranos da Seleção, todos com 32 anos ou mais neste momento, e com chances baixas de ir à próxima edição.

O principal nome da lista é Neymar, que lutou contra lesões nos últimos meses e quase já não participou da Copa nos EUA, Canadá e México.

Continua depois da publicidade

Com a maior média de idade da história da Seleção Brasileira em Copas, 28,7 anos, o grupo comandado por Carlo Ancelotti teve uma espinha dorsal experiente, que já disputou outros Mundiais, mas a aposta não deu certo.

Neymar: fim de uma era na Seleção?

  • Neymar (34 anos em 2026 | terá 38 anos em 2030): aos 34 anos e sofrendo com lesões, Neymar já deixou claro publicamente que a Copa do Mundo de 2026 era a sua última.

Com a eliminação para a Noruega, o maior artilheiro da Seleção em jogos oficiais (79 bolas na rede, no total) deve encerrar a carreira por seleções.

A despedida do astro, no entanto, deve abrir espaço para a consolidação da nova geração do ataque, com nomes como Vinicius Júnior, principal jogador da Seleção atualmente, Endrick, Rayan, Gabriel Martinelli e Estêvão, cortado por lesão.

Continua depois da publicidade

Goleiros: mudança deve ser completa sob as traves

O gol é o setor em que Ancelotti mais apostou em experiência, mas também o que deve sofrer a reformulação mais profunda para 2030. Os três arqueiros convocados já caminham para a reta final da carreira em alto nível.

  • Weverton (38 anos em 2026 | terá 42 anos em 2030): goleiro mais velho do elenco, foi uma das surpresas da convocação para a Copa;
  • Alisson (33 anos em 2026 | terá 37 anos em 2030): titular de longa data, o goleiro do Liverpool soma mais de uma década como referência sob as traves e dificilmente estará em condição ideal para disputar outro Mundial.
  • Ederson (32 anos em 2026 | terá 36 anos em 2030): fecha o trio experiente que, pela idade, tende a abrir espaço para uma renovação na posição até 2030.

Defesa: fim de nomes de confiança

Na defesa, o Brasil se apoia em jogadores que acumulam liderança de vestiário e peso tático desde o início da década. A idade, porém, coloca Danilo, Alex Sandro, Douglas Santos e Marquinhos perto do ponto final em Copas.

  • Danilo (34 anos em 2026 | terá 38 anos em 2030): um dos defensores mais experientes do grupo, reúne liderança técnica e moral. A tendência é que se despeça do cenário de Copa para abrir espaço a mais jovens.
  • Alex Sandro (35 anos em 2026 | terá 39 anos em 2030): homem de confiança na lateral esquerda em mais de um ciclo, deve encerrar a participação em Mundiais imaginando falta de físico para projetar mais quatro anos em alto nível.
  • Douglas Santos (32 anos em 2026 | terá 36 anos em 2030): convocado para dar solidez à lateral, chegou ao ápice da carreira neste Mundial e dificilmente entrará nos planos como protagonista no próximo ciclo.
  • Marquinhos (32 anos em 2026 | terá 36 anos em 2030): presente em mais de uma Copa e destaque no PSG, é um dos pilares defensivos do time. A idade, porém, pode indicar uma passagem de bastão para nomes como Bremer (29 anos) e Gabriel Magalhães (28).

Meio-campo: adeus de Casemiro?

À frente da zaga, a proteção que sustentou a Seleção por uma década também deve mudar de mãos.

Continua depois da publicidade

  • Casemiro (34 anos em 2026 | terá 38 anos em 2030): o volante também vivia um clima de “última dança” nos EUA, Canadá e México. A derrota para a Noruega tende a encerrar uma das trajetórias mais longevas no meio de campo da Seleção.
  • Fabinho (34 anos em 2026 | terá 38 anos em 2030): parceiro de posição de Casemiro, o jogador do Al-Ittihad fecha o ciclo na Seleção com pouca margem para brigar por espaço ao longo da preparação para 2030.
Seguir a Band no Google