Esporte

Haiti: conheça o segundo adversário do Brasil na Copa do Mundo 2026

Seleção caribenha volta ao Mundial após 52 anos e liderou grupo com Costa Rica e Honduras nas Eliminatórias

3 min

18/06/2026 07:00 • Atualizado há 2 dias

Haiti: conheça o segundo adversário do Brasil na Copa do Mundo 2026

Haiti: conheça o segundo adversário do Brasil na Copa do Mundo 2026

REUTERS/Cole Burston

O Haiti será próximo adversário da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026, pelo Grupo C. A partida acontece nesta sexta-feira (19), no Estádio Lincoln Financial Field, na Filadélfia, às 21h30.

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Mesmo com o revés para a Escócia, tomando um gol em que a bola desviou no meio do caminho, o Haiti teve números melhores que os europeus durante sua partida de estreia. O jogo foi 1 a 0 para os escoceses, mas o Haiti teve mais:

  • Gols esperados (xG): 1.05 x 1.04
  • Posse de bola: 54% x 46%
  • Finalizações: 15 x 9
  • Escanteios: 4 x 3
  • Passes certos: 367 x 307
  • Toques dentro da área adversária: 22 x 21
  • Desarmes: 7 x 5

Campanha histórica nas Eliminatórias

Conhecida como os Granadeiros, a seleção haitiana ocupa a 83ª posição no ranking da Fifa e retorna a um Mundial após 52 anos. Até então, a única participação do país em Copas do Mundo aconteceu em 1974, na Alemanha.

A classificação para 2026 veio de forma surpreendente nas Eliminatórias da Concacaf.

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O Haiti terminou na liderança de um grupo considerado difícil, à frente de seleções mais tradicionais da região, como Costa Rica e Honduras, e garantiu vaga direta para o torneio.

Comando francês e referências em campo

A equipe é treinada pelo francês Sébastien Migné, que assumiu o cargo em março de 2024 e conduziu toda a campanha de classificação. Sob seu comando, o Haiti consolidou um elenco competitivo, mesmo sem contar com muitos nomes conhecidos mundialmente.

O principal destaque é o meio-campista Jean-Ricner Bellegarde, que atua no Wolverhampton, da Inglaterra. Ele se tornou a principal referência técnica da equipe e concentra boa parte das esperanças ofensivas do time caribenho.

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Na defesa, a liderança fica por conta do zagueiro Ricardo Adé, jogador da LDU. Ele é considerado peça-chave na organização do sistema defensivo haitiano.

A fuga dramática de Duckens Nazon

Às vésperas da Copa, uma das histórias mais marcantes envolve o atacante Duckens Nazon, maior goleador em atividade da seleção, com 44 gols, a apenas três de se tornar o maior artilheiro da história do país.

No início de 2026, Nazon precisou deixar o Irã às pressas, onde defendia o Esteghlal, por causa do conflito e de bombardeios envolvendo os Estados Unidos e Israel.

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Após quase três dias em deslocamento para cruzar a fronteira com o Azerbaijão, o jogador conseguiu se abrigar na França.

Ainda em busca de um novo clube para manter o ritmo de jogo até o Mundial, ele chegou a iniciar as últimas partidas das Eliminatórias no banco de reservas. Ainda assim, segue como um dos principais nomes do ataque haitiano.

Histórico em Copas e confrontos com o Brasil

Na Copa de 1974, o Haiti sofreu três derrotas na fase de grupos, contra Itália, Polônia e Argentina. Mesmo assim, entrou para a história graças a Emmanuel Sanon, que fez um gol diante da Itália e encerrou uma série invicta de 19 jogos do lendário goleiro Dino Zoff.

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Brasil e Haiti nunca se enfrentaram em Copas do Mundo. No retrospecto geral, porém, a vantagem é 100% brasileira.

No primeiro amistoso, em 1974, vitória por 4 a 0 da Seleção Brasileira. Em 2004, o Brasil visitou o país da América Central para um amistoso beneficente, o Jogo da Paz, e goleou por 6 a 0.

O último encontro foi em uma partida oficial. Na Copa América de 2016, o Brasil aplicou 7 a 1 no Haiti.

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