Esporte

O que se sabe sobre a condição física de Messi às vésperas da Copa do Mundo

Craque argentino foi substituído em jogo pelo Inter Miami e ligou sinal de alerta na seleção

3 min

27/05/2026 14:36 • Atualizado há 49 dias

Messi, atacante do Inter Miami e da Argentina

Messi, atacante do Inter Miami e da Argentina

Sam Navarro-Imagn Images

A condição física de Messi ligou o sinal de alerta nos bastidores da seleção argentina. No último domingo (24), em partida pelo Inter Miami, o camisa 10 precisou ser substituído por conta de uma "sobrecarga associada à fadiga muscular na posterior da coxa".

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O comunicado do clube norte-americano, deixou os torcedores e membros da comissão técnica de sobreaviso, no entanto há margem para dois cenários: desde um desgaste muscular reversível em poucos dias até uma lesão muscular com necessidade de semanas de recuperação.

Em entrevista ao Estadão, o médico ortopedista, traumatologista e especialista em medicina do esporte Miller Assis explicou o que significa o diagnóstico divulgado pelo clube norte-americano. De acordo com Miller, o termo utilizado pelo Inter Miami não configura, por si só, um diagnóstico fechado de lesão muscular.

"O comunicado é muito aberto", afirma o especialista em predição de lesões. Na avaliação dele, a descrição sugere que o atleta apresentou dor ou desconforto suficiente para interromper a atividade e motivar uma investigação mais aprofundada. "Primeiramente, isso não é um diagnóstico de uma lesão", destaca.

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O médico diferencia o quadro divulgado de um estiramento muscular clássico, que costuma ser classificado por grau de acometimento e tempo de evolução. No caso da fadiga associada à sobrecarga, o cenário pode representar um estágio anterior, ligado ao acúmulo de desgaste físico.

"A gente pensa que esse atleta está apenas necessitando de um tempo maior de repouso e uma intervenção da fisioterapia para ele gerar uma recuperação dessa musculatura", afirmou Miller Assis, ortopedista, traumatologista e especialista em medicina do esporte.

Messi pode ser desfalque na Copa?

A resposta depende diretamente do que os exames apontarem. De acordo com Miller, se o quadro corresponder apenas a uma fadiga muscular sem lesão estrutural, o retorno pode acontecer rapidamente.

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"Nós temos aí uma recuperação que pode ocorrer em poucos dias, tendo de dois a quatro dias de restabelecimento dessa fadiga em um processo de recuperação", afirma.

O cenário muda se for diagnosticado um estiramento muscular. Nesse caso, os prazos passam a variar conforme o grau da lesão. Quadros leves podem exigir algo entre uma e duas semanas de recuperação, enquanto lesões mais relevantes podem demandar duas ou três semanas - ou mais, dependendo da extensão do dano muscular.

Isso significa que, matematicamente, ainda existe uma janela para Messi chegar à estreia da Argentina em condições de jogo, mas tudo depende da real magnitude do problema.

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"Se a condição é só um desgaste muscular, nós podemos ter uma recuperação total e ele estar apto em poucos dias. Agora, se isso tem uma lesão estabelecida e diagnosticada como um estiramento, dependendo do grau dessa lesão, nós podemos dividir entre uma, duas, chegando até três semanas", disse.