Esporte

Parlamentar aciona Fifa e pede liberação de jogador expulso da Inglaterra

Lateral foi expulso na partida contra o México e estaria fora do jogo contra a Noruega

2 min

06/07/2026 16:57 • Atualizado há 7 horas

Quansah foi expulso contra o México

Quansah foi expulso contra o México

REUTERS/Eloisa Sanchez

Os bastidores da Copa do Mundo segue agitado e com um peso político após a interferência de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos. Agora foi a vez de o parlamentar britânico Noah Law enviar uma carta ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, solicitando o a retirada da suspensão do lateral-direito Jarell Quansah, da Inglaterra.

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O defensor foi expulso na vitória inglesa por 3 a 2 sobre o México e, pelas regras tradicionais, desfalcaria a equipe no duelo das quartas de final contra a Noruega.

No documento enviado à entidade máxima do futebol, o político argumentou que, embora o cartão vermelho aplicado a Quansah por uma entrada dura tenha sido correto, a suspensão automática deveria ser adiada para depois do término do Mundial. O pedido baseia-se diretamente no princípio de isonomia, citando um precedente idêntico que beneficiou os donos da casa.

"A integridade de qualquer grande torneio internacional depende não apenas da adesão dos jogadores e oficiais às regras, mas também de que essas regras sejam aplicadas igualmente a todas as nações participantes. Tenho certeza de que seremos incapazes de justificar uma situação em que um jogador se beneficie de uma suspensão adiada enquanto outro, em circunstâncias materialmente semelhantes, não", alertou Noah Law na carta.

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O polêmico caso Balogun e a fúria da Uefa

O precedente mencionado pelo parlamentar envolve o atacante Folarin Balogun, dos Estados Unidos. O atleta norte-americano havia sido expulso na fase de 16 avos, mas teve sua punição revogada pela Fifa na véspera do confronto contra a Bélgica, o que permitiu sua escalação normal para o jogo de mata-mata.

A decisão de revogar a suspensão de Balogun gerou imediata revolta no cenário internacional. A Uefa detonou publicamente a postura da Fifa, criticando a interferência direta na aplicação das regras de arbitragem para beneficiar um dos países anfitriões. O caso provocou forte questionamento sobre a igualdade de tratamento entre as seleções dentro da competição.