Comentarista da Band em 1986, Pelé chorou no palco da abertura da Copa 2026
Rei do Futebol foi comentarista da Band na Copa de 1986; direto da Cidade do México, emocionou-se com reencontro após a final
A Copa do Mundo de 1986 terminou em 29 de junho daquele ano, data em que a Argentina venceu a Alemanha Ocidental por 3 a 2 no Estádio Azteca - o mesmo palco que recebe nesta quinta-feira (11) a abertura da Copa do Mundo de 2026. Naquele mesmo dia, a Band encerrava a cobertura do canal na Cidade do México, com Juarez Soares à frente de uma equipe estrelada de comentaristas: Roberto Rivellino, Júlio Mazzei e Pelé.
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O encerramento daquele Mundial foi marcado por algumas coincidências para Pelé. Dezesseis anos antes, também no México, o Rei ajudava o Brasil a conquistar pela terceira vez uma Copa do Mundo – praticamente os mesmos 16 anos que ele tinha quando estourou para o futebol com a camisa do Santos. Ao fim da Copa de 1986, o ex-camisa 10 da Seleção Brasileira aproveitou a deixa para uma reflexão, pedindo portas abertas para que jovens da mesma idade possam buscar o sucesso.
“Há 16 anos, eu estava em uma final de Copa do Mundo também, como hoje estamos na final da Copa do Mundo de 1986. Que engraçado, como passa rápido. Há 16 anos, eu estava ali nesse momento talvez rezando – nem me lembro direito o que estava fazendo direito, o que eu estava fazendo na concentração, mas me preparando para que pudesse dar ao Brasil a vitória, o Campeonato Mundial, a terceira taça Jules Rimet, que era a coisa mais importante naquele momento para mim. Eu que já tinha passado por várias Copas do Mundo, machuquei o meu joelho em 1966, que foi uma coisa triste para a gente... Eu tinha aquela Copa de 1970 como uma coisa importantíssima na minha vida. Era ganhar para o povo brasileiro ficar contente, para que a gente tivesse a taça Jules Rimet definitivamente”, lembrou Pelé direto dos estúdios da Band na Cidade do México.
“Em 1958, eu era um garoto, como são todos os garotos de 16 anos de hoje. Como tem essa geração de 16 anos, que talvez não tivesse tido a oportunidade que eu tive. Não sei se foi bom ou ruim eu começar a trabalhar tão cedo: 15 para 16, 16 para 17. Porque eu vendi jornal, vendi pastel na estação, engraxei sapato como todas as crianças dessa idade fazem. Agora, eu tive a oportunidade. Eu tive um treinador, que foi o Waldemar de Brito, que foi falar com meu pai, falar com a minha mãe, depois de eu sair de Três Corações para Bauru. E minha mãe não queria, minha mãe achava que eu não devia jogar futebol. Que eu tinha que ser um médico, que eu tinha que ser um doutor, um professor na época. Jogar futebol não dava muita camisa”, descreveu.
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Pelé chora com o filho
No estúdio, Pelé recebeu o filho Edinho para um encontro emocionante. Os dois se abraçaram e choraram no encerramento da transmissão. Antes, Pelé reforçou o pedido de oportunidades para os jovens da idade do filho, para que possam vencer como ele em qualquer campo.
“Esses garotos que pensam hoje em ser um Pelé, esses garotos às vezes só acham que a vitória, só acham que ganhar, vencer, é ser um Pelé. Não é só isso. O Pelé teve a sorte de vencer. O Pelé teve a oportunidade de aparecer nas Copas do Mundo. Agora, todos nós, quando nós queremos, quando a gente luta por alguma coisa, quando você trabalha, quando você tem determinação, você consegue”, completou.
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