Presidente da Fifa revela ligação de Donald Trump, mas nega interferência
Entidade máxima do futebol europeu revogou o cartão vermelho de Balogun
A decisão da Fifa em revogar o cartão vermelho de Balogun, centroavante dos Estados Unidos, segue gerando repercussão. Nesta segunda-feira (6), Gianni Infantino, presidente da Fifa, afirmou que, de fato, recebeu uma ligação de Donald Trump.
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Em nota oficial, Infantino afirmou que embora a conversa tenha acontecido, essa é uma situação normal já que ele tem ligações com outros chefes de Estado e executivos.
“Recebi de fato uma ligação do Presidente Donald Trump, assim como recebo ligações de chefes de Estado, autoridades governamentais, partes interessadas do futebol e executivos de todo o mundo sobre diversas questões”, disse.
Desde que o cartão vermelho foi revogado, a Uefa emitiu uma nota oficial questionando a isonomia da competição. Além da entidade europeia, a França estuda pedir a anulação do cartão amarelo de Olise.
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Com a decisão, o jogador estará disponível para a partida contra a Bélgica, pelas oitavas de final da Copa do Mundo.
Leia a nota completa:
Vi os comentários públicos sobre a decisão do Comitê Disciplinar independente da FIFA em relação à suspensão de Folarin Balogun e gostaria de reiterar um princípio fundamental da governança da FIFA.
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Os órgãos judiciais da FIFA são independentes. Eles atuam com autonomia, aplicam o Código Disciplinar da FIFA e decidem os casos com base nos regulamentos aplicáveis e nos fatos específicos apresentados. Sua independência é essencial para a credibilidade e a integridade do futebol, e isso deve ser sempre respeitado.
Sim, discuto regularmente assuntos relacionados à Copa do Mundo da FIFA com o Presidente dos Estados Unidos e, sobre este caso, recebi de fato uma ligação do Presidente Donald Trump, assim como recebo ligações de chefes de Estado, autoridades governamentais, partes interessadas do futebol e executivos de todo o mundo sobre diversas questões. Durante nossa conversa, expliquei que havia um processo em andamento envolvendo os órgãos judiciais independentes da FIFA e que o caso seria decidido no momento oportuno pelos órgãos competentes. É assim que funciona o sistema da FIFA, e esse é um princípio que sempre defenderei.
Leio as decisões do Comitê Disciplinar da FIFA assim que são emitidas. Às vezes, fico surpreso com elas. Às vezes concordo, e às vezes discordo.
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O que sempre faço, no entanto, é respeitar essas decisões e a autonomia dos órgãos que as proferem. Se gostamos ou não pessoalmente de uma decisão, isso é irrelevante. O respeito às instituições independentes e ao Estado de Direito é o que protege a integridade de nossas competições e a credibilidade da FIFA em todos os momentos.
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