Técnico do Irã "denuncia" pressão para deixar Estados Unidos durante a Copa
Devido aos conflitos políticos, federação tem enfrentado problemas com preparação para os jogos

Irã e Nova Zelândia fizeram um belo jogo em Los Angeles
REUTERS/Matthew Childs
Após o empate em 2 a 2 contra a Nova Zelândia, pelo Grupo G da Copa do Mundo, no Estádio de Los Angeles, Amir Ghalenoei, técnico do Irã, desabafou sobre as condições que a seleção precisa enfrentar para disputar o Mundial.
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Devido aos conflitos políticos, os iranianos não podem permanecer no país após os compromissos esportivos. Na coletiva de imprensa, o treinador afirmou que o time é o mais prejudicado humanamente falando e, segundo ele, o que acontece é uma injustiça.
“Eu sei o quanto foi difícil para nós estarmos aqui. Quero falar sobre o ponto de vista humano. Nós fomos o time mais agredido na Copa do Mundo, por causa das condições e do efeito que criaram para nós, e isso foi uma injustiça para este time. Precisávamos ter vindo para cá com pelo menos duas semanas, dada a distância entre o Irã e aqui, que é de dez horas e meia. Mas eles tiraram isso de nós. Eles não queriam nem que nós viéssemos para cá dois dias antes”, explicou.
Por causa da guerra que envolve o Irã, Estados Unidos e Israel, os jogadores do Irã precisam voltar ao México, onde estão fazendo sua preparação, logo após as entrevistas. Antes de o Mundial começar, por exemplo, dirigentes da federação não puderam entrar no país.
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“Essa é outra injustiça que fizeram conosco. Nós precisamos nos recuperar após o jogo, mas eles nos forçaram a entrar no avião e voltar, e isso atrapalhou a recuperação por alguns dias para o nosso próximo jogo. É por isso que nós somos talvez o time mais agredido da história da Copa do Mundo", disse.
Agenda do Irã na Copa do Mundo
Domingo 21/06
Bélgica x Irã - 16h | Estádio de Los Angeles
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Sábado 27/06
Egito x Irã - 00h | Estádio de Seattle
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