Trionda: a tecnologia da bola da Copa que ajudou a anular um gol
Sensores detectaram um toque quase invisível no jogo entre Portugal e Croácia; Sala Digital responde as principais dúvidas sobre a bola "high tech" da Copa

Bola Trionda, da Copa do Mundo 2026
Reprodução/ FIFA
A Trionda, bola oficial da Copa do Mundo de 2026, foi decisiva na partida entre Portugal e Croácia, pela fase de 32 avos de final, e ajudou a colocar um ponto final na trajetória da seleção de Luka Modric no torneio.
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Os sensores instalados dentro da bola identificaram um toque quase imperceptível a olho nu do atacante croata Petar Matanovic em um lance que terminou em gol, mas foi anulado por impedimento. Se tivesse sido validado, o gol poderia ter levado a partida para a prorrogação.
O contato foi tão sutil que o próprio jogador contou depois ter sentido a bola passar levemente por seu cabelo.
O sistema registra informações 500 vezes por segundo e detecta aceleração, velocidade, direção e até o momento exato de um toque. Claro que a internet não deixou o episódio passar despercebido. Até a Fifa publicou um post para explicar como a tecnologia da bola identificou o contato.
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A Sala Digital levantou, com base em dados do Google Trends, algumas das principais perguntas feitas sobre a Trionda na Copa e responde cada uma delas. Confira!
A bola da Copa tem chip?
O que muita gente chama de "chip" é, na verdade, uma Unidade de Medição Inercial, conhecida pela sigla IMU.
Durante os jogos, os dados captados pela bola são enviados em tempo real para o sistema de arbitragem e combinados com as informações de 16 câmeras instaladas no estádio. Elas acompanham 29 pontos do corpo de cada jogador 50 vezes por segundo.
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É essa combinação de dados que ajuda o sistema de impedimento semiautomático a identificar a posição dos jogadores e o momento exato em que a bola foi tocada.
Nas transmissões, o impacto pode aparecer em um gráfico semelhante a um eletrocardiograma. Quando alguém encosta na bola, a linha oscila e registra o contato. E foi esse registro que chamou atenção do público na disputa entre Portugal e Croácia.
A bola da Copa tem microfone?
Apesar de essa pergunta aparecer entre as mais buscadas no Google, a Trionda não "escuta" o jogo.
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O sensor registra movimentos e impactos físicos, incluindo contatos extremamente sutis que podem passar despercebidos pelas câmeras, mas não capta áudio.
A tecnologia não é totalmente nova. Na Copa de 2022, um sistema semelhante ajudou a esclarecer a autoria de um gol de Portugal contra o Uruguai. O lance foi atribuído a Bruno Fernandes, e não a Cristiano Ronaldo, porque o sensor não identificou contato do atacante com a bola.
A bola precisa ser carregada?
Por mais curioso que pareça, sim. Antes das partidas, o sensor precisa ser recarregado. A recarga é feita por indução, sem a necessidade de conectar um cabo diretamente à bola.
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Há também uma novidade em relação aos modelos usados na Copa do Catar. Naquela edição, o sensor ficava no centro da bola. Agora, ele está instalado em um dos quatro painéis da Trionda. Os outros três funcionam como contrapesos para manter a trajetória estável.
Por que a bola se chama Trionda?
O nome vem do espanhol e significa "três ondas", uma referência aos três países que recebem a Copa do Mundo de 2026: Canadá, Estados Unidos e México.
A homenagem também aparece no visual. A bola combina vermelho, verde e azul e traz símbolos dos países-sede: a folha de bordo do Canadá, a águia do México e a estrela dos Estados Unidos. Os detalhes dourados fazem referência ao troféu da Copa.
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