Tuchel assume erros contra Argentina, mas crava: "Não me arrependo de nada"
Técnico da Inglaterra concedeu entrevista coletiva antes do jogo contra França, válido pela 3ª colocação, mas tema principal foi a derrota na semi

Thomas Tuchel, técnico da Inglaterra, em entrevista coletiva antes da decisão pelo 3º lugar
REUTERS/Paul Childs
A entrevista coletiva de Thomas Tuchel antes da disputa do terceiro lugar da Copa do Mundo teve como principal assunto a eliminação da Inglaterra para a Argentina. Às vésperas do confronto com a França, neste sábado (18), às 18h (de Brasília), em Miami, o treinador voltou a assumir a responsabilidade pela derrota por 2 a 1 na semifinal e afirmou que não mudaria as decisões tomadas durante a partida.
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Mesmo com o resultado ocorrido na quarta-feira (15), em Atlanta, Tuchel respondeu novamente aos questionamentos sobre o revés. O técnico reconheceu que a Inglaterra perdeu intensidade na etapa final, mas disse que as mudanças feitas durante o jogo seguiram sua leitura da partida.
"Fomos passivos nos últimos minutos. Eu não me arrependo das minhas opiniões. Tentei ajudar o meu time, tomei muitas decisões, confiei no meu instinto e experiência. Não conseguimos o resultado, e a responsabilidade é minha. Eu não tenho nenhum arrependimento."
Culpa dos atletas?
O comandante inglês reforçou que não atribui a eliminação a jogadores ou qualquer outro fator. Segundo ele, a responsabilidade pelo resultado é exclusivamente sua e a equipe não conseguiu corrigir os problemas encontrados após as alterações promovidas pela Argentina.
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"A responsabilidade é minha. Para mim, não há quem culpar, mas, se tiver alguém para culpar, eu aceito a culpa. Tivemos problemas no 4-4-2, não conseguimos resolver o problema na outra formação. É a minha dor, a nossa dor, a dor dos jogadores. É uma cicatriz. Fomos competitivos e vamos ter uma reação. Isso vai começar amanhã. Estamos muito focados."
Mea culpa
Ao analisar o desempenho da Inglaterra, Tuchel afirmou que a seleção perdeu o controle da partida depois das mudanças ofensivas da Argentina. O treinador também lembrou que a equipe sofreu a primeira derrota após uma sequência de 14 jogos e destacou que o adversário contava com Lionel Messi.
"A Argentina fez muitas mudanças ofensivas, não conseguimos evitar os cruzamentos e as bolas nas áreas. Nos primeiros minutos, fomos muito bem. Nós nos tornamos muito passivos. Perdemos nossa primeira partida em 14 jogos. Foi doloroso. Jogamos contra o melhor jogador do mundo (Messi). Queríamos estar na final e acreditávamos que conseguiríamos isso. Não há espaço para drama."
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Foco no pódio
Mesmo reconhecendo que o elenco preferia disputar a decisão do título, Tuchel ressaltou a importância do duelo contra a França. O técnico informou que pretende promover mudanças na equipe para a partida em Miami, mas não revelou quantas alterações fará.
"Ninguém queria estar amanhã neste jogo, queríamos estar em Nova York, mas temos a chance de terminar com o melhor resultado dos últimos 60 anos. É um jogo oficial da FIFA, contra um dos melhores times. Teremos mudanças. Não sei quantas, mas teremos mudanças."
Por fim, o treinador afirmou que já enfrentou outras derrotas marcantes na carreira e classificou o momento como parte da trajetória no futebol.
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"Eu já tive outras experiências dolorosas antes. É tudo o que amamos e odiamos no futebol. Vai doer pelos próximos dias. Estávamos muito competitivos."
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