Wesley admite dificuldade na Seleção e revela "bronca" de Ancelotti
Ex-Flamengo tem jogado como ala esquerdo na Roma e passa por adaptação na Seleção Brasileira

Wesley e Matheus Cunha na Seleção Brasileira
REUTERS/Pilar Olivares
Wesley, ex-Flamengo, foi revelado como lateral direito. Mas está jogando como ala esquerdo na Roma. Porém, quando atua pelo Brasil, o técnico Carlo Ancelotti costuma colocá-lo na direita. Nesta quinta-feira (4), ele admitiu que tem dificuldade para fazer essa mudança. E até contou que o técnico apontou um erro dele na frente de todos.
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"Até comentei com o Danilo e o pessoal que preciso treinar mais um pouco o ajuste de corpo, porque eu só estou pela esquerda na Roma. É uma coisa que agregou no meu futebol e posso fazer as duas coisas. Só que pela esquerda eu sou muito mais ofensivo, porque tem ajuste de corpo", iniciou Wesley.
Wesley detalhou que precisa ajustar o movimento que faz com a bola. Na lateral direita ele avança pela ponta, "por fora". Na esquerda, ele corta "por dentro" muitas vezes. E isso muda até o estilo de jogo dele: antes era um "garçom", agora vira até finalizador.
"No Flamengo eu era muito ofensivo, só que era mais para a direita. Então era mais para chegar no fundo, cruzamento, uma assistência, alguma coisa. Só que lá na Roma eu estou jogando para terminar a jogada. Então eu fui aprimorando isso, para chegar na área e chutar, fazer alguma coisa diferente, porque o Gasperini (técnico da Roma) pede isso. Para ir para cima. E estou muito feliz que estão saindo gols".
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Na Seleção, Wesley contou que já levou uma "bronca" de Ancelotti: "Ele conversou comigo na frente de todos os atletas. Ele mostrou um vídeo que teve um lance que eu cometi um erro. Aí ele pergunta para o Danilo o que eu tinha que fazer, mas eu já sabia desse erro. Então comentou na frente de todo mundo. Mas uma conversa muito saudável, para agregar no meu futebol".
Wesley deixou claro que vai cumprir o que Ancelotti pedir: pode ser mais defensivo ou ofensivo. Mas indicou que o natural dele é avançar para o ataque.
"Se ele pedir para mim ficar o jogo todo lá defendendo, eu vou ficar. Se ele pedir para mim ser o Wesley que eu sou, de atacar e poder ajudar, eu vou atacar. E se for para fazer as duas coisas, eu vou fazer. Se for para ficar os 90 minutos, os 100 minutos lá defendendo, eu vou ficar dando o meu máximo e é isso", concluiu.
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