Esportes

Zico alerta Brasil sobre Japão antes de duelo no mata-mata da Copa

Ídolo brasileiro e referência histórica no futebol japonês, Galinho destaca evolução dos asiáticos antes do confronto da próxima segunda-feira

3 min

26/06/2026 06:30 • Atualizado há 3 dias

Zico, ídolo do Flamengo e ex-técnico do Japão

Zico, ídolo do Flamengo e ex-técnico do Japão

Tânia Rêgo/Agência Brasil

Zico conhece como poucos os dois lados de Brasil e Japão, que se enfrentarão em Houston na próxima segunda-feira (29) pela segunda fase da Copa.

Continua depois da publicidade

Ídolo histórico da Seleção Brasileira e uma das figuras mais importantes – senão a mais importante – da popularização do futebol no Japão, o Galinho fez um alerta antes do duelo: a seleção comandada por Hajime Moriyasu chega preparada para competir em alto nível.

Em entrevista à FIFA, Zico destacou a evolução do futebol japonês e afirmou que o Brasil precisa estar pronto para enfrentar um adversário organizado, intenso e cada vez mais acostumado a jogos grandes.

O ex-camisa 10, no entanto, deixou claro que, apesar da forte ligação com o país asiático, sua torcida no mata-mata será brasileira.

Continua depois da publicidade

"Eu vou torcer para o Brasil, sou brasileiro, pô! Agora, se ganhar o Japão, paciência. O que eu tenho certeza é que vai ser uma grande partida, porque o time do Japão joga o jogo", disse o ídolo do Flamengo.

A relação de Zico com o Japão começou no início dos anos 1990, quando o craque aceitou o desafio de atuar pelo Kashima Antlers, onde se tornou símbolo de uma nova fase do futebol local, ajudando a impulsionar a modalidade em um país que ainda dava seus primeiros passos rumo ao protagonismo.

Anos depois, o Galinho também comandou a esquete japonesa. Ele esteve à frente dos Samurais Azuis entre 2002 e 2006, período em que conquistou a Copa da Ásia de 2004 e disputou a Copa do Mundo da Alemanha. Naquele Mundial, inclusive, Zico enfrentou o Brasil na fase de grupos e foi derrotado por 4 a 1.

Continua depois da publicidade

Agora, às vésperas de um novo duelo entre brasileiros e japoneses, o craque relembrou a experiência de ser adversário da camisa que defendeu por tantos anos.

"É claro que a emoção te pega. Tanto é que eu falei para os jogadores: 'Ó, eu vou cantar o hino do Brasil antes de começar o jogo, como aprendi na escola, mas na hora que a bola rolar eu sou Japão'. Eu me peguei no exemplo do Didi, que ganhou duas Copas pelo Brasil e foi técnico do Peru contra a Seleção em 1970. Mas é duro."

Agora, duas décadas depois, o reencontro entre brasileiros e japoneses acontece em outro contexto. O Japão chega à fase eliminatória depois de uma campanha consistente no Grupo F. A equipe empatou com a Holanda na estreia, goleou a Tunísia e voltou a empatar na rodada final, desta vez contra a Suécia. O resultado garantiu a segunda colocação da chave e colocou os asiáticos no caminho do Brasil.

Continua depois da publicidade

"O Japão tem um nível mais competitivo hoje em dia. Assim como os jogadores brasileiros, sul-americanos, os jogadores japoneses têm saído para a Europa. Hoje, dos 26 jogadores, 23 estão jogando na Europa. E estão jogando de verdade, em campeonatos como a Bundesliga, Serie A, Premier League", destacou.

A Seleção Brasileira, por sua vez, avançou como líder do Grupo C. Depois do empate na estreia contra Marrocos, o time de Carlo Ancelotti venceu Haiti e Escócia, chegou a sete pontos e confirmou a primeira posição da chave.