Futebol

Fabinho Soldado tem respaldo de Stabile, mas alto salário aumenta risco de demissão

Executivo de futebol sofre pressão interna por custo elevado e atuação discreta antes da punição imposta pela Fifa ao clube

2 min

23/10/2025 11:54 • Atualizado há 367 dias

Fabinho Soldado tem respaldo de Stabile, mas alto salário aumenta risco de demissão

O executivo de futebol Fabinho Soldado vive um momento de pressão nos bastidores do Corinthians e tem o futuro incerto para 2026. Apesar de contar com o respaldo do presidente Osmar Stabile, o dirigente enfrenta resistência interna em razão do salário elevado e da atuação discreta na última janela de transferências, antes de o clube ser punido com o transfer ban da Fifa.

Continua depois da publicidade

Fontes ligadas ao clube afirmam que Fabinho recebe um valor cerca de dez vezes maior do que ganhava no Flamengo, o que incomoda conselheiros em meio à crise financeira. O Corinthians acumula dívidas próximas de R$ 2,7 bilhões, cenário que tem aumentado a pressão sobre os gastos da atual gestão.

Stabile banca Fabinho

Mesmo diante das críticas, Osmar Stabile mantém confiança no trabalho do executivo e tenta blindar o CT Joaquim Grava das turbulências políticas. O presidente autorizou Fabinho a iniciar o planejamento para 2026, com mapeamento de mercado e avaliação de possíveis reforços.

Durante o evento na sede da CBF, que definiu os mandos das semifinais da Copa do Brasil, Fabinho minimizou os rumores.

Continua depois da publicidade

“Desconfortável, em momento algum. Desde que cheguei ao Corinthians, sempre surgem comentários. Enquanto eu tiver autonomia para trabalhar, vou me dedicar ao máximo. Meu foco é dar respaldo ao treinador e aos atletas para que evoluam com tranquilidade e segurança”, disse.

O dirigente destacou ainda a boa relação com o presidente:

“Faz quase dois anos que estou no clube, e várias ações foram feitas para que o Corinthians continue a evoluir. O presidente Osmar tem me dado total autonomia. Nosso alinhamento é muito direto”, completou.

Dívidas e punições aumentam tensão nos bastidores

Enquanto defende o executivo, Stabile tenta resolver pendências financeiras urgentes. O presidente se reuniu com representantes da CBF nesta quarta-feira (22) e acredita que a retirada do transfer ban imposto pela CNRD deve acontecer em breve.

O Corinthians também sofre com uma punição da Fifa por dívida de cerca de R$ 40 milhões com o Santos Laguna, referente à compra do zagueiro Félix Torres. A sanção impede o registro de novos jogadores por três janelas de transferências. Casos envolvendo Maycon, Matías Rojas e Rodrigo Garro seguem em análise.

Continua depois da publicidade

O time volta a campo no sábado (25), contra o Vitória, em Salvador, pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro. O Corinthians ocupa a 11ª colocação, com 36 pontos.

Com Agência Estado