Craque Neto ironiza polêmica das licenças e questiona: "Ninguém sabia?"
Apresentador criticou documentos oferecidos por cerca de R$ 100 mil e o prazo curto para obtenção
Craque Neto comentou nesta quarta-feira (7), durante o Os Donos da Bola, a polêmica envolvendo licenças de treinador oferecidas a ex-jogadores. O apresentador ironizou o prazo curto para a obtenção dos documentos e questionou a versão de que os envolvidos não sabiam de possíveis irregularidades.
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O caso veio à tona após reportagem do UOL, assinada por Joanna de Assis, revelar que Alejandro Mancuso teria oferecido um processo acelerado para a obtenção de licenças ligadas à Associação de Técnicos de Futebol Argentino (ATFA), por valores próximos de R$ 100 mil.
— Eles não sabiam, ninguém sabia. Porque em dez dias você já comprou licença. Como é que você não sabe? Você vai pagar R$ 100 mil por um papel que não vale nada — afirmou Neto.
Neto compara caso com realidade de outros treinadores
O apresentador também criticou a diferença entre esse tipo de facilidade e o caminho enfrentado por profissionais que atuam nas divisões inferiores do futebol brasileiro.
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— Os caras pobres, treinador humilde, que fica na terceira, na quarta... Os caras não têm dinheiro para pagar a licença da CBF, que é muito caro e demora — disse.
Neto voltou a ironizar a situação ao falar sobre o valor pago e o tempo necessário para receber os documentos.
— Pagaram R$ 100 mil de um papel que não vale nada. Depois vira tudo gatinho: "Eu não sabia". Mas como é que você não sabe? — declarou.
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Em outro momento, o apresentador contou que já recebeu uma proposta para obter um diploma de ensino superior de forma irregular, mas afirmou que recusou imediatamente.
— Você está louco? De fazer coisa errada? — relatou.
"Licença express"
Neto ainda brincou com a rapidez citada no caso e chamou o processo de "licença express".
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— Bem rápida. Rapidinho. E vai aprender tudo, hein? Vai aprender umas coisas maravilhosas. Parabéns aí para quem comprou e que não sabia. Dez dias só — ironizou.
Ele também voltou a defender que o tratamento deveria ser o mesmo para todos os profissionais.
— As coisas têm que ser para todo mundo igual — afirmou.
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A investigação cita nomes conhecidos do futebol e aponta que a ATFA negou vínculo com as ofertas atribuídas a Mancuso. O ex-jogador também negou que vendesse licenças.
Neto encerrou o assunto citando o desfecho da apuração na Argentina.
— Na Argentina, o processo foi arquivado por falta de provas. Então, vamos ver o que vai acontecer — disse.
