Raphinha revela plano de aposentadoria após renovar com Barcelona
Capitão ainda descarta rivalidade com Yamal, celebra fase como centroavante e mira todos os títulos possíveis

Divulgação / Barcelona C
O atacante e capitão do Barcelona, Raphinha, manifestou nesta quinta-feira (5) a intenção de encerrar a carreira no clube catalão, condicionado à sua resposta física, após a oficialização da extensão do seu vínculo contratual até 2030. Em entrevista coletiva, o jogador elogiou Lamine Yamal, declarando que o companheiro merece "ganhar dez Bolas de Ouro", demonstrou surpresa com a marca de 19 gols anotados como centroavante na temporada e revelou que gostaria de se aposentar pelo clube catalão.
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É um sentimento de muito orgulho. Só nós sabemos o que passamos internamente, desde o momento em que chegamos ao clube até o momento atual no Barça. Sinto-me muito orgulhoso por tudo o que conquistei no clube, tanto individualmente quanto coletivamente. E, obviamente, espero ter mais anos, se possível. Obviamente, se minhas pernas me permitirem continuar jogando em alto nível, adoraria encerrar minha carreira no clube.
Ao abordar uma eventual disputa direta com Lamine Yamal pelo prêmio da Bola de Ouro, o atleta brasileiro rejeitou concorrência interna com o jovem atacante.
Não vemos isso como uma competição entre nós. Eu sempre quero que ele tenha os melhores números possíveis, que conquiste tudo o que puder em sua carreira. Eu ficaria superfeliz se ele pudesse ganhar dez Bolas de Ouro. Acho que ele merece por tudo o que está fazendo.
Adaptação como centroavante e superação
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Atuando centralizado no ataque, Raphinha avaliou o impacto de sua nova função e destacou o instinto nas movimentações sem bola para alcançar a marca de 19 gols.
Não imaginava atingir esses números nesta fase da temporada. Eles me surpreenderam um pouco, mas agora acredito que posso chegar muito mais longe. Para jogar como centroavante, daria tudo de mim para me adaptar o mais rápido possível, e, estando perto do gol, fica mais fácil com a qualidade que temos como time.
O capitão relembrou a trajetória de volta por cima no clube após enfrentar períodos de desconfiança nos primeiros anos de contrato.
Reverter minha situação tem mais a ver com números pessoais, mas desde o primeiro dia sempre dei o meu melhor de todas as maneiras possíveis. Passei por duas temporadas em que parecia que queriam me expulsar do clube, mas, com mais confiança e maturidade, tenho feito meu trabalho com mais tranquilidade. Não gosto de fazer comparações com outros jogadores; eles construíram sua história; eu sempre quis dar o meu melhor para conquistar meu lugar no coração dos 'culers'.
Calendário, luto e condição física
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Questionado sobre a continuidade da rodada do campeonato após a morte do atleta Jesús de Miguel, do Tenerife, Raphinha reforçou a postura profissional diante das deliberações das autoridades esportivas.
É uma decisão que não me cabe tomar. Como jogador, quero jogar porque é o nosso trabalho; há pessoas responsáveis que podem decidir isso. Foi uma tragédia que me afetou muito pessoalmente, mas acredito que uma forma de respeitar é continuar trabalhando.
Em relação à forma física e à sequência de viagens com a seleção brasileira, o camisa 11 tranquilizou os torcedores.
Conversamos um pouco com o técnico, sabendo que estou me recuperando. Não é uma lesão, estou muito bem, mas ainda não estou 100%. Que os 'culers' não fiquem preocupados, pois sou uma pessoa que se cuida muito e faço todo o possível para estar bem.
Gestão de carreira e metas até 2030
Raphinha também detalhou a relação com o diretor esportivo Deco, que atuou como seu empresário no passado, ressaltando que hoje negocia diretamente os contratos ao lado da esposa.
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Temos uma amizade muito boa há dez anos; o Deco tem sido como um pai para mim. Hoje não tenho agente; cuido da minha vida com minha esposa e, quando precisamos renovar contratos, nós mesmos cuidamos disso. A relação com o Deco é espetacular, embora às vezes tenhamos que discutir um pouco pelo clube e por mim, mas sempre terminamos com uma boa conversa.
Projetando o compromisso contra o Atlético de Madrid pelo Espanhol e lembrando os reveses recentes para Real Madrid e PSG, o capitão traçou ambições máximas para o ciclo.
A equipe está em boa forma; vencemos a partida do campeonato depois de perder para o Madrid e a da Liga dos Campeões depois do Paris. Fomos eliminados pelo Atlético na Liga dos Campeões, mas nossos números são mais positivos do que negativos. Nosso objetivo é conquistar todos os títulos possíveis e, até 2030, ganhar todos; obviamente, quero ganhar a Liga dos Campeões, mas também os outros três títulos. Com informações da Estadão Conteúdo
