Mbappé, Real Madrid e China: entenda a crise após comentário sobre meme
Atacante perdeu patrocinadores, e TV estatal suspendeu jogos da LaLiga; clube espanhol pediu desculpas

Reprodução / @frenchaicovers
Uma resposta de Kylian Mbappé sobre seu meme favorito provocou uma crise com a China que chegou ao Real Madrid e ao Campeonato Espanhol. O atacante perdeu patrocinadores, e a televisão estatal chinesa suspendeu transmissões da LaLiga. Nesta quarta-feira (28), o clube também pediu desculpas publicamente.
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O que Mbappé disse sobre a China?
Em um vídeo ligado ao programa francês The Bridge, Mbappé contou que se divertia com uma montagem de seu rosto no corpo de alguém que descreveu como um “ditador chinês”. A imagem fazia referência a Mao Tsé-Tung, fundador da República Popular da China, que governou de 1949 a 1976.
O trecho se espalhou nas redes chinesas e gerou críticas. Mao continua reverenciado no país, onde manifestações contra sua figura são politicamente sensíveis. O governo também reagiu: o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun, afirmou que ofensas aos sentimentos dos chineses provocam rejeição da sociedade.
Quais foram as consequências?
Três empresas anunciaram o rompimento com o francês: Dongpeng, do setor de bebidas, e Mengniu e Milkground, de laticínios.
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A reação atingiu também as transmissões esportivas. O grupo estatal CMG, responsável pela CCTV, suspendeu partidas da LaLiga e outros jogos envolvendo o atacante, além de retirar anúncios com sua imagem. Conteúdos relacionados ao jogador também sofreram restrições em plataformas chinesas.
Por que o Real Madrid pode perder dinheiro?
Além do desgaste de imagem, há um possível impacto financeiro. Segundo o jornal espanhol Mundo Deportivo, o Real Madrid recebe parte das receitas de direitos de imagem de Mbappé. Assim, a perda de contratos publicitários pode reduzir os valores destinados ao clube.
Quem já pediu desculpas?
Mbappé se desculpou na terça-feira (27), reconheceu que o comentário magoou pessoas e afirmou respeitar o povo chinês. A LaLiga também lamentou a declaração.
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Na quarta-feira (28), o Real Madrid publicou uma nota em que se uniu ao pedido do jogador e reforçou o respeito pela história, pela cultura e pelos torcedores da China. O governo chinês afirmou levar a retratação do atacante a sério, mas não anunciou a retomada das transmissões ou dos acordos comerciais.
