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Futebol Internacional

Igor Paixão recorda negativas e infância no Amapá: “Pedalava com limão”

Atacante foi criado em família de jogadores de futebol

2 min

10/10/2026 07:00 • Atualizado há 15 dias

Igor Paixão, de 26 anos, virou desejo de clubes do mundo todo por suas atuações com a camisa do Olympique de Marseille. Os dribles nos principais palcos do futebol europeu que colocaram o atacante no radar de diversas equipes, porém, foram ensinados a ele bem antes do glamour francês.

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“Eu vi muito o Robinho, Ronaldinho e Neymar, vejo os vídeos dele, às vezes, quando vou para o jogo. O tanto que ele joga alegre, divertido dentro de campo. Tento passar isso também, de jogar com leveza dentro de campo. Tudo isso sai naturalmente. Aprendi a pedalar desde pequeno, meu pai sempre me colocava num espaço e pegava limão e laranja pra eu ficar pedalando. Toda vez, fazia 50 vezes por dia, todo dia”, conta em entrevista à Band.com.br.

O incentivo paterno não foi por acaso. Nascido em Macapá, no Amapá, e com origens na comunidade quilombola de Curiaú, Igor Paixão foi criado em uma família do futebol. Pai, mãe, tio e avô jogaram futebol, seja à nível profissional ou amador.

“Minha infância foi muito boa, jogava com meus primos na rua. Também fazer parte da comunidade quilombola, uma comunidade de negros da parte da família do meu pai, do meu avô, que faleceu, é um orgulho imenso pra mim estar representando, não só minha cidade, mas a comunidade também, que tem vários jogadores lá que não tem condições na comunidade, até mesmo no Amapá.

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Agora, o camisa 14 quer continuar abrindo portas para o futebol amapaense: “Acho que representando o Amapá abro as portas também para os olheiros irem lá ver jogadores”.

Se hoje crê em uma atenção maior dos olheiros ao estado, Igor Paixão precisou viajar o Brasil para ter sua primeira oportunidade. Entre nãos e incertezas, o “sim” veio do Coritiba.

“O meu pai acessava os sites, antigamente era peneira. Fiz primeiro no Santos, se não me engano, Corinthians, Flamengo e o Coritiba, que abriu as portas para mim. No Santos, recebemos não, mas em três clubes a gente não recebeu não. Mas isso daí não me parou, não parou meu pai. Ele incentivava ainda mais. Claro que a gente não quer escutar não, mas minha família sempre me apoiava sempre e me apoiam até hoje para pensar positivo positivo”, completa.

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