The Times pede desculpas à Fifa e a Infantino por erros em reportagem; veja
Jornal britânico reconheceu informações falsas sobre suposto salário oculto e aquisição de imóvel em Miami
O jornal britânico The Times pediu desculpas à Fifa e ao presidente da entidade, Gianni Infantino, após reconhecer erros em uma reportagem publicada em 13 de outubro. O veículo voltou atrás em duas acusações envolvendo o dirigente: o recebimento de um suposto segundo salário e a compra de um imóvel em Miami por um valor abaixo do mercado.
Continua depois da publicidade
A retratação foi divulgada na terça-feira (20) e repercutida pela Fifa em comunicado oficial. O jornal reconheceu que Infantino não recebia uma segunda remuneração da entidade, como havia informado inicialmente.
O The Times também esclareceu que despesas e reembolsos recebidos pelo dirigente não precisam constar no relatório anual da Fifa como remuneração. Segundo as regras suíças de divulgação financeira, esses pagamentos não são classificados como compensação salarial.

Crédito: Divulgação / FIFA
Crédito: Divulgação / FIFA
The Times também corrige informação sobre imóvel
A segunda correção envolve uma propriedade em Miami, nos Estados Unidos. Na publicação original, o jornal havia associado Infantino à aquisição do imóvel por um preço supostamente inferior ao seu valor de mercado.
Continua depois da publicidade
Na retratação, o veículo reconheceu que o presidente da Fifa não realizou a compra. O The Times também admitiu que nem o dirigente nem seus familiares possuem participação legal ou beneficiária na Shadi LLC, empresa mencionada na reportagem.
O jornal esclareceu ainda que a família de Infantino não exerce qualquer controle sobre a companhia, contrariando a informação divulgada anteriormente.
Ao reconhecer os erros, o The Times apresentou um pedido formal de desculpas ao dirigente e à Fifa.
Continua depois da publicidade
Fifa reage e cobra responsabilidade da imprensa
Após a retratação, a Fifa divulgou uma nota na qual classificou a reportagem original como incorreta e prejudicial à imagem da instituição.
A entidade retomou uma posição apresentada em agosto, quando afirmou acreditar na existência de uma campanha coordenada para enfraquecer sua gestão e a imagem de Infantino. O comunicado não identificou os supostos responsáveis pela iniciativa.
A Fifa também cobrou maior rigor dos veículos de comunicação na verificação das informações antes da publicação de acusações contra dirigentes e instituições.
Continua depois da publicidade
"A Fifa aceita o escrutínio legítimo. Mas isso não autoriza a divulgação de acusações falsas", afirmou a entidade, em tradução de trecho do comunicado.
