Futebol Internacional

The Times pede desculpas à Fifa e a Infantino por erros em reportagem; veja

Jornal britânico reconheceu informações falsas sobre suposto salário oculto e aquisição de imóvel em Miami

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21/10/2026 11:17 • Atualizado há 4 dias

O jornal britânico The Times pediu desculpas à Fifa e ao presidente da entidade, Gianni Infantino, após reconhecer erros em uma reportagem publicada em 13 de outubro. O veículo voltou atrás em duas acusações envolvendo o dirigente: o recebimento de um suposto segundo salário e a compra de um imóvel em Miami por um valor abaixo do mercado.

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A retratação foi divulgada na terça-feira (20) e repercutida pela Fifa em comunicado oficial. O jornal reconheceu que Infantino não recebia uma segunda remuneração da entidade, como havia informado inicialmente.

O The Times também esclareceu que despesas e reembolsos recebidos pelo dirigente não precisam constar no relatório anual da Fifa como remuneração. Segundo as regras suíças de divulgação financeira, esses pagamentos não são classificados como compensação salarial.

Gianni Infantino

Crédito: Divulgação / FIFA

Crédito: Divulgação / FIFA

The Times também corrige informação sobre imóvel

A segunda correção envolve uma propriedade em Miami, nos Estados Unidos. Na publicação original, o jornal havia associado Infantino à aquisição do imóvel por um preço supostamente inferior ao seu valor de mercado.

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Na retratação, o veículo reconheceu que o presidente da Fifa não realizou a compra. O The Times também admitiu que nem o dirigente nem seus familiares possuem participação legal ou beneficiária na Shadi LLC, empresa mencionada na reportagem.

O jornal esclareceu ainda que a família de Infantino não exerce qualquer controle sobre a companhia, contrariando a informação divulgada anteriormente.

Ao reconhecer os erros, o The Times apresentou um pedido formal de desculpas ao dirigente e à Fifa.

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Fifa reage e cobra responsabilidade da imprensa

Após a retratação, a Fifa divulgou uma nota na qual classificou a reportagem original como incorreta e prejudicial à imagem da instituição.

A entidade retomou uma posição apresentada em agosto, quando afirmou acreditar na existência de uma campanha coordenada para enfraquecer sua gestão e a imagem de Infantino. O comunicado não identificou os supostos responsáveis pela iniciativa.

A Fifa também cobrou maior rigor dos veículos de comunicação na verificação das informações antes da publicação de acusações contra dirigentes e instituições.

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"A Fifa aceita o escrutínio legítimo. Mas isso não autoriza a divulgação de acusações falsas", afirmou a entidade, em tradução de trecho do comunicado.

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