Após título, jogadoras do Cruzeiro choram por lesões e dificuldades
Byanca Brasil, Camila e Calhau relembraram as dificuldades enfrentadas ao longo da temporada

Byanca Brasil e Leticia Ferreira comemoram quarto gol
REUTERS/Cristina Vega
A conquista da Copa Libertadores feminina pelo Cruzeiro, neste sábado (31), foi marcada por emoção. Depois da vitória contra o Corinthians, as jogadoras lembraram das dificuldades enfrentadas ao longo da temporada.
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Uma das lideranças da equipe, Byanca Brasil revelou que pensou em desistir da competição: “O Cruzeiro me deu tudo nos piores e melhores momentos. Só eu sei o que passei, escutando críticas. Pensei em não vir para essa competição, mas Deus tem um chamado, e as coisas acontecem”.
Byanca também destacou a união do elenco e dedicou a conquista às companheiras que não puderam participar da Libertadores. O clube teve que lidar com 6 jogadoras que sofreram lesáo de LCA no joelho.
“Só quero glorificar a Deus, a esse grupo e às meninas que ficaram no Brasil. Elas pediram o título, para jogarem no ano que vem. Durante o ano, a gente se perdeu por conta das lesões, vieram as incertezas e perdemos lideranças, mas isso foi um gás a mais. Elas são importantes e, no ano que vem, vão jogar a Libertadores com a gente. Estou muito feliz”, declarou.
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A atacante ainda revelou que a palavra acreditar esteve presente na preparação da equipe para a decisão: “Estou desde ontem com uma palavra na cabeça: acreditar. Foi o que falei na preleção: se estiver perdendo, vai acreditar. A gente acreditou que Deus honraria”.
Camila destaca fé e superação
A goleira Camila, que pegou o pênalti decisivo, atribuiu o momento à fé e relembrou os erros cometidos anteriormente com a camisa celeste.
“Não fui eu, foi Deus. Ele quis que eu estivesse aqui. Quis que eu pegasse o último pênalti, quis que eu não desistisse. Eu já errei muito nesse clube, não esqueço, mas tento melhorar todos os dias. Era um sonho estar aqui”, disse.
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Camila reforçou o que foi dito por Byanca Brasil: “A primeira coisa que a gente falou hoje foi que precisava acreditar até o último segundo, porque seria difícil para caramba. A gente sabe da competitividade do Corinthians, já ganhou e é um time muito bom. Mas a gente veio com um propósito diferente e se ajudou”, afirmou.
Ao falar sobre a temporada, a goleira também destacou as sete lesões entre as jogadoras do clube: “Estou incrédula, não acredito que a gente ganhou. Foi um ano difícil para nós. Tivemos sete lesões entre as meninas que estão no Brasil. Era só o que a gente queria: fazer as coisas diferentes”, completou.
Calhau dedica título a Belo Horizonte
A jogadora Vitoria Calhau surpreendeu na dedicatória do título: “É inexplicável. Nem a gente acreditava no começo, mas nosso time se uniu. Fizemos jogos sensacionais, com resiliência. Esse título vai para toda BH, independentemente de ser Atlético ou Cruzeiro. Estou muito feliz e grata por vestir essa camisa”, declarou.
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Por fim, Calhau ressaltou a fé e a capacidade de superação como características que marcaram a trajetória do Cruzeiro na Libertadores: “Tenho uma fé muito grande, sou muito resiliente, assim como todo o time”, concluiu.
