MP das bets: apostas ajudaram a criar domínio brasileiro na Libertadores?
Marcas do setor ganharam espaço nas camisas durante sequência de sete conquistas do país

Divulgação / Conmebol
O domínio brasileiro na Libertadores ganhou força justamente no período de expansão das casas de apostas no futebol nacional. Entre 2019 e 2025, clubes do país venceram todas as edições do torneio, e cada uma dessas finais teve ao menos uma equipe brasileira patrocinada por uma bet.
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O cenário agora muda após a MP que proibiu a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas. O prazo para retirada das marcas do mercado terminou nesta segunda-feira (5).
Bets avançaram até o patrocínio máster
A primeira aparição de uma casa de apostas em uma final da Libertadores ocorreu em 2019. Campeão sobre o River Plate, o Flamengo exibiu a Sportsbet.io na região da omoplata da camisa.
A parceria havia começado meses antes com ações digitais e depois passou para o uniforme, em um acordo de R$ 7 milhões por temporada durante dois anos, além de bônus por desempenho.
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O Santos chegou à decisão de 2020 com a Casa de Apostas. Em 2021, o Flamengo voltou à final com a Sportsbet.io.
A mudança de patamar veio em 2022, quando os dois finalistas brasileiros tinham marcas do setor: Pixbet, no Flamengo, e Betsson, no Athletico-PR.
As empresas também chegaram ao espaço mais valorizado das camisas. O Fluminense disputou a final de 2023 com a Betano como patrocinadora máster. Em 2024, Botafogo e Atlético-MG tiveram Parimatch e Betano. No ano seguinte, Flamengo e Palmeiras entraram em campo com Betano e Sportingbet.
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Os valores mostram a dimensão alcançada pelo setor. O acordo do Palmeiras com a Sportingbet poderia render até R$ 170 milhões por temporada. No Flamengo, o contrato com a Betano chegou a até R$ 268,5 milhões anuais.
Em 2025, as casas de apostas movimentaram cerca de R$ 1,03 bilhão em contratos com clubes da Série A.
Domínio começou antes das bets
A coincidência entre os dois movimentos não significa que os patrocínios expliquem o desempenho esportivo.
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Antes de 2019, o Brasil já havia conquistado sete Libertadores no século 21 e colocado representantes em 12 finais entre 2001 e 2018.
São Paulo, Internacional, Santos, Corinthians, Atlético-MG e Grêmio levantaram a taça nesse intervalo.
A partir de 2019, o aproveitamento passou a ser perfeito: Flamengo foi campeão em 2019, Palmeiras em 2020 e 2021, Flamengo em 2022, Fluminense em 2023, Botafogo em 2024 e novamente o Flamengo em 2025.
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Os dados mostram que a expansão comercial das bets coincidiu com o período mais dominante dos clubes brasileiros na competição, mas não permitem estabelecer uma relação de causa e efeito entre patrocínio e títulos.
Com Agência Estado
