Futebol

Clubes defendem gramado sintético e pedem debate 'com responsabilidade'

Nota conjunta de Athletico Paranaense, Atlético, Botafogo, Chapecoense e Palmeiras criticou o que foi chamado de "narrativa simplificada, injusta e tecnicamente equivocada"

2 min

11/12/2025 09:49 • Atualizado há 263 dias

Clubes defendem gramado sintético e pedem debate 'com responsabilidade'

Uma nota conjunta assinada por cinco clubes e divulgada nesta quinta-feira (11) defendeu a utilização de gramados sintéticos no futebol brasileiro, “adotada de forma responsável, regulamentada e alinhada às melhores práticas internacionais”.

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O texto foi publicado por Athletico Paranaense, Atlético, Botafogo, Chapecoense e Palmeiras. Os cinco clubes utilizam a grama artificial nos estádios onde mandam seus jogos profissionais – respectivamente, Arena da Baixada, Arena MRV, Engenhão, Arena Condá e Allianz Parque.

O posicionamento vem após um pedido do Flamengo enviado à CBF para que os times deixem de utilizar campos sintéticos em jogos profissionais, adotando uma padronização nos gramados. Os cinco clubes reconheceram a falta de padrão, mas defenderam o material de seus estádios.

“É imprescindível reconhecer que não existe padronização de gramados no Brasil. Ignorar esse fato e direcionar críticas exclusivamente aos gramados sintéticos reduz um debate complexo a uma narrativa simplificada, injusta e tecnicamente equivocada”, defende o texto.

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A nota conjunta, no entanto, afirma que “não há qualquer estudo científico conclusivo que comprove aumento de lesões provocado pelos gramados sintéticos modernos”.

“O tema da qualidade dos gramados é legítimo, saudável e necessário. Porém, deve ser conduzido com responsabilidade, dados objetivos e conhecimento técnico, e não com narrativas que distorcem a realidade, desinformam o público e desconsideram a complexidade do assunto”, conclui.

Confira a nota na íntegra:

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Diante das recentes declarações públicas sobre a utilização de gramados sintéticos no futebol brasileiro, Athletico Paranaense, Atlético, Botafogo, Chapecoense e Palmeiras reafirmam sua posição em defesa dessa tecnologia, adotada de forma responsável, regulamentada e alinhada às melhores práticas internacionais.

Em primeiro lugar, é imprescindível reconhecer que não existe padronização de gramados no Brasil. Ignorar esse fato e direcionar críticas exclusivamente aos gramados sintéticos reduz um debate complexo a uma narrativa simplificada, injusta e tecnicamente equivocada.

Também reiteramos que um gramado sintético de alta performance supera, em diversos aspectos, os campos naturais em más condições presentes em parte significativa dos estádios do país.

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É igualmente importante esclarecer que não há qualquer estudo científico conclusivo que comprove aumento de lesões provocado pelos gramados sintéticos modernos.

O tema da qualidade dos gramados é legítimo, saudável e necessário. Porém, deve ser conduzido com responsabilidade, dados objetivos e conhecimento técnico, e não com narrativas que distorcem a realidade, desinformam o público e desconsideram a complexidade do assunto.

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