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Divulgação: Palmeiras
Resumo
Polêmica envolvendo gramados sintéticos mobiliza clubes brasileiros, após Athletico, Atlético-MG, Botafogo, Chapecoense e Palmeiras emitirem nota conjunta defendendo a tecnologia e criticando a falta de padronização nos campos do país.
Manifestação do Flamengo rebate defesa dos clubes, questiona a segurança do gramado sintético, propõe substituição gradual para grama natural entre 2026 e 2029 e aponta estudos que indicam aumento de risco de lesões, além de citar movimento de jogadores e restrições em ligas europeias.
Nota das equipes favoráveis ao sintético argumenta que a tecnologia é regulamentada, supera gramados naturais em más condições, não possui comprovação científica de causar mais lesões e defende debate técnico e responsável sobre a qualidade dos campos.
Após os clubes que utilizam gramado sintético - Athletico, Atlético-MG, Botafogo, Chapecoense e Palmeiras -, emitirem uma nota oficial defendendo a utilização do composto, o Flamengo rebateu as declarações na tarde desta quinta-feira (11) e listou uma série de questões sobre o sintético.
O posicionamento do Rubro-Negro vem logo após as cinco equipes responderem um pedido do clube carioca enviado à CBF para que os times deixem de utilizar campos sintéticos em jogos profissionais, adotando uma padronização nos gramados.
Em postagem nas redes sociais, o Flamengo levantou um questionamento sobre a grama sintética e faz uma pergunta: “grama ou plástico?”. Em seu posicionamento, a equipe carioca destaca que o pedido enviado à CBF propõe uma evolução gradativa dos gramados entre 2026 e 2029, com substituição do sintético para o natural.
Além disso, o Flamengo afirma que “a maioria dos estudos tem fortes indicativos que os gramados sintéticos aumentam o risco de lesões mais graves” nos jogadores. O Rubro-Negro também destaca o movimento feito por atletas do futebol brasileiro pedindo o fim da grama artificial no Brasil e cita as ligas europeias, que têm banido a utilização do composto.
Veja a nota conjunta de Athletico, Atlético-MG, Botafogo, Chapecoense e Palmeiras:
Diante das recentes declarações públicas sobre a utilização de gramados sintéticos no futebol brasileiro, Athletico Paranaense, Atlético, Botafogo, Chapecoense e Palmeiras reafirmam sua posição em defesa dessa tecnologia, adotada de forma responsável, regulamentada e alinhada às melhores práticas internacionais.
Em primeiro lugar, é imprescindível reconhecer que não existe padronização de gramados no Brasil. Ignorar esse fato e direcionar críticas exclusivamente aos gramados sintéticos reduz um debate complexo a uma narrativa simplificada, injusta e tecnicamente equivocada.
Também reiteramos que um gramado sintético de alta performance supera, em diversos aspectos, os campos naturais em más condições presentes em parte significativa dos estádios do país.
É igualmente importante esclarecer que não há qualquer estudo científico conclusivo que comprove aumento de lesões provocado pelos gramados sintéticos modernos.
O tema da qualidade dos gramados é legítimo, saudável e necessário. Porém, deve ser conduzido com responsabilidade, dados objetivos e conhecimento técnico, e não com narrativas que distorcem a realidade, desinformam o público e desconsideram a complexidade do assunto.

