Futebol

Naming rights: você sabe o que é?

Clubes do futebol brasileiro estão buscando nova forma de ganhar dinheiro com seus estádios

2 min

12/09/2025 15:43 • Atualizado há 413 dias

Naming rights: você sabe o que é?

Cada vez mais comum nos estádios do futebol brasileiro, os naming rights viraram uma grande fonte de renda para os times, proporcionando um aumento nos investimentos nos elencos e na estrutura das principais arenas pelo país.

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No Brasil, times como Athletico-PR, Atlético-MG, Corinthians, Palmeiras e São Paulo já venderam os direitos de naming rights de seus estádios. Ao todo, o país conta com 11 estádios/arenas com nomes associados a empresas. Mas, afinal, o que são namig rights e quando a pratica começou?

O que são naming rights?

Naming rights são acordos de patrocínio em que empresas pagam para associar suas marcas a locais, estádios, arenas, eventos ou até espaços públicos, como estações de metrô. Na prática, isso significa que o nome original do espaço é substituído pelo da empresa patrocinadora.

Geralmente, empresa e clubes buscam por utilizar um nome que represente a história do estádio para facilitar a aceitação de torcedores e do público em geral, como o Allianz Parque, do Palmeiras, onde uniu o nome da empresa patrocinadora com o antigo nome do estádio, que era chamado de Parque Antártica.

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Esse tipo de contrato rende milhões aos clubes ou administradores das arenas, mas também visibilidade para as marcas.

A origem do naming rights no mundo

A prática nasceu nos Estados Unidos, na década de 1920. O caso mais emblemático foi o do Wrigley Field, estádio do Chicago Cubs, time de baseball, batizado em homenagem a uma marca de chicletes.

Desde então, a estratégia se consolidou no mercado norte-americano e se expandiu para a Europa e Ásia, tornando-se um modelo de negócio recorrente no esporte e no entretenimento.

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O início do naming rights no Brasil

No Brasil, o Athletico-PR foi pioneiro ao vender os naming rights do Estádio Joaquim América, atualmente estádio Mário Celso Petraglia, para a japonesa Kyocera Corporation, em 2005.

Mas o aumento na prática só foi acontecer a partir do boom de arenas no Brasil, com a disputa da Copa do Mundo de 2014.

Valores dos naming rights dos estádios no Brasil:

  • Pacaembu: R$ 1 bilhão por 30 anos
  • Palmeiras - R$ 300 milhões por 20 anos
  • Corinthians: R$ 300 milhões por 20 anos
  • Athletico-PR: R$ 200 milhões por 15 anos
  • Santos: R$ 150 milhões por 10 anos
  • São Paulo - R$ 75 milhões por 3 anos
  • Atlético-MG - R$ 71,8 milhões por 10 anos
  • Arena Fonte Nova - R$ 52 milhões por 4 anos
Naming rights: você sabe o que é?