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Putin chega à China em meio ao avanço de Pequim na 'nova ordem mundial'

Desde o acirramento da crise no Oriente Médio, há 81 dias, ficou evidente a necessidade de Pequim diversificar suas fontes de fornecimento

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19/05/2026 11:58 • Atualizado há 158 dias

Putin chega à China em meio ao avanço de Pequim na 'nova ordem mundial'

O presidente russo, Vladimir Putin, chega hoje a Pequim para uma visita de Estado de dois dias. A viagem do líder russo à China acontece alguns dias depois de o presidente americano, Donald Trump, ter sido recebido com tapete vermelho pelo presidente chinês, Xi Jinping.

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Neste recente mapa-múndi, a China ganha cada vez mais protagonismo na cena geopolítica internacional. O peso econômico do país já era evidente, com Pequim sendo a segunda maior economia do mundo e liderando o comércio internacional de mercadorias. Para dimensão do cenário: o superávit comercial chinês com o mundo ficou em torno de 1,2 bilhão de dólares no último ano, apesar da conturbada guerra comercial promovida por Trump em 2025.

Mas a China quer mais: busca o poder político de influenciar as decisões internacionais. Os movimentos de Pequim no Sul Global já são claros, assim como sua atuação no grupo dos BRICS — composto também por Brasil, Rússia, Índia e África do Sul, e que foi ampliado com a entrada de novos membros.

A influência chinesa no Oriente Médio também é evidente. Sendo a maior parceira comercial do Irã, Pequim funciona hoje como contraponto à política ocidental na região. Sem o suporte chinês, as sanções dos Estados Unidos e de aliados a Teerã já teriam fragilizado o regime dos aiatolás de forma decisiva.

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Em relação à Rússia, o mecanismo é o mesmo. Após o início da guerra na Ucrânia, Europa e Estados Unidos adotaram pesadas sanções contra Moscou, que redirecionou sua economia para o mercado chinês. Hoje, Pequim é o maior parceiro comercial da Rússia. Esse vínculo reforça a segurança energética chinesa, já que o país recebe gás e petróleo russos a preços inferiores aos pagos pela Europa. Desde o acirramento da crise no Oriente Médio, há 81 dias, ficou evidente a necessidade de Pequim diversificar suas fontes de fornecimento.

Na agenda do encontro entre os líderes estão o fortalecimento das relações bilaterais e a cooperação econômica, além dos conflitos no Oriente Médio e da guerra entre Rússia e Ucrânia. A importância que Putin confere a esta visita é medida pelo tamanho da delegação russa: ao lado do presidente estão cinco vice-primeiros-ministros, oito ministros, governadores regionais, a presidente do Banco Central russo e diversos líderes empresariais.

A China, que também é o maior parceiro comercial do Brasil, consolida ano após ano sua influência e protagonismo nesta nova ordem mundial.

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