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Reforma do Estatuto perde força no São Paulo e pode ser barrada; entenda

Cinco grupos políticos anunciaram voto contrário, e a reforma será votada nesta quarta-feira (26) pelo Conselho Deliberativo

3 min

26/08/2026 13:37 • Atualizado há 5 dias

Reforma do Estatuto perde força no São Paulo e pode ser barrada; entenda

A reforma do Estatuto do São Paulo perdeu força e pode ser barrada pelo Conselho Deliberativo. Segundo apuração do Band.com.br, a proposta já encontrava resistência nos bastidores. As manifestações públicas das últimas horas reforçaram a tendência de dificuldade para aprovação.

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Na terça-feira (25), Torcida Independente e Falange Tricolor divulgaram uma nota conjunta contra a reforma. Nesta quarta (26), Participação Tricolor, Legião Tricolor, Sempre Tricolor, Vanguarda Tricolor e Somos São Paulo também anunciaram voto contrário. A proposta será votada ainda nesta quarta-feira (26) pelo Conselho Deliberativo.

Cinco grupos anunciam voto contra a reforma

Em nota conjunta, os cinco grupos afirmaram que uma mudança dessa dimensão não deveria ser feita durante a atual gestão sem mais tempo para análise e debate.

Entre os principais pontos levantados estão:

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  • prazo considerado insuficiente para estudo da proposta;
  • necessidade de discussão mais ampla no Conselho Deliberativo;
  • participação dos associados no processo;
  • dúvidas sobre mudanças na estrutura de governança;
  • preservação dos direitos dos sócios.

Os grupos também afirmaram que pretendem retomar o debate no início da próxima gestão, inclusive aproveitando pontos considerados positivos no texto atual.

Governança está no centro da resistência

Um dos principais focos de discussão envolve a nova estrutura de fiscalização.

A proposta amplia o peso do Conselho de Administração e prevê cinco conselheiros independentes, escolhidos a partir de uma lista de profissionais selecionados por uma empresa contratada.

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O modelo busca reduzir a influência direta do presidente sobre o órgão. Parte da resistência, porém, está na independência efetiva desses integrantes, já que o próprio Conselho Deliberativo seguirá com participação importante no processo de escolha e em outros órgãos de controle.

Esse ponto alimentou o debate sobre como evitar que uma maioria política consiga exercer influência sobre diferentes estruturas ao mesmo tempo.

Organizadas também se posicionaram

Um dia antes, Independente e Falange Tricolor já haviam divulgado uma manifestação contra a reforma.

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As organizadas cobraram fim de novas nomeações de conselheiros vitalícios, maior participação democrática e presença dos sócios nas decisões mais relevantes do clube.

Também questionaram por que uma mudança estatutária dessa dimensão não seria submetida diretamente aos associados.

O que a reforma pretende mudar

O projeto reúne dezenas de alterações e foi apresentado com o objetivo de reforçar a governança e a fiscalização do São Paulo.

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Entre os principais pontos estão:

  • cinco membros independentes no Conselho de Administração;
  • compliance fora da estrutura direta da presidência;
  • criação de auditoria interna e gestão de riscos;
  • balancetes trimestrais obrigatórios;
  • maior acesso aos contratos do futebol;
  • fortalecimento do Conselho Fiscal;
  • eleição das comissões de ética e legislação pelos conselheiros.

Os responsáveis pela proposta defendem que as mudanças aumentam o controle sem retirar do presidente eleito a responsabilidade pela gestão do clube.

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