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Futebol

Sem bets na camisa: como a Europa reorganizou patrocínios

Bancos, turismo, tecnologia e entretenimento ganharam espaço após restrições em Inglaterra, Itália e Espanha

3 min

02/10/2026 07:00 • Atualizado há 22 dias

Os clubes brasileiros terão de rever parte de seus principais contratos comerciais após a proibição das casas de apostas no país. As equipes têm até 5 de outubro para retirar marcas do setor de camisas e peças publicitárias.

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O movimento já aconteceu em grandes mercados do futebol europeu. Inglaterra, Itália e Espanha adotaram restrições diferentes às bets e obrigaram os clubes a buscar novas fontes para ocupar espaços valiosos de patrocínio.

Premier League abre espaço para novos setores

A Inglaterra vive a mudança mais recente. A partir da temporada 2026/27, os clubes da Premier League deixaram de exibir casas de apostas na parte frontal das camisas.

Antes da restrição, 11 dos 20 times da competição tinham empresas do setor como patrocinadoras principais.

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O espaço passou a ser ocupado por companhias de diferentes segmentos. Empresas de serviços financeiros ganharam maior presença, acompanhadas por marcas de turismo, seguros, recrutamento e tecnologia.

A medida inglesa, porém, atinge especificamente a parte frontal dos uniformes. As bets ainda podem aparecer em outros ativos comerciais dos clubes.

Serie A encontra alternativas ligadas ao setor

Na Itália, as restrições à publicidade de apostas estão em vigor desde 2018. Alimentação, bebidas, turismo, serviços financeiros, tecnologia e energia aparecem entre os segmentos presentes nos principais acordos da Serie A.

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Alguns clubes também mantiveram relações comerciais com grupos ligados às apostas por meio de marcas apresentadas como plataformas de conteúdo ou entretenimento esportivo.

A Inter de Milão estampa a Betsson Sport, definida como plataforma de informação e entretenimento. A Roma utiliza a Eurobet.live, voltada a resultados, estatísticas, podcasts e outros conteúdos.

O Monza adotou estratégia semelhante em 2026/27 ao fechar acordo com a DAZN Bet Club. A parceria é apresentada pelo clube e pela empresa como uma iniciativa de entretenimento e relacionamento com os torcedores.

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Espanha aposta no setor financeiro

Na Espanha, casas de apostas não podem patrocinar camisas desde 2020.

Na temporada 2026/27, empresas do setor financeiro aparecem em cinco clubes das duas principais divisões e representam o segmento com maior presença entre os patrocinadores máster.

Entre os acordos estão Kutxabank, no Athletic Bilbao, e Baghdadi Capital, na Real Sociedad.

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Outros setores também ocupam posições de destaque. O Real Madrid mantém a Emirates, o Barcelona tem o Spotify e o Rayo Vallecano exibe a Digi na parte principal do uniforme.

Brasil tem 14 clubes da Série A patrocinados por bets

O impacto da mudança tende a ser relevante no futebol brasileiro. Dos 20 clubes da Série A, 14 possuem casas de apostas como patrocinadoras máster.

Flamengo, Palmeiras, São Paulo e Corinthians têm contratos superiores a R$ 100 milhões por ano.

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A medida provisória já está em vigor, mas ainda precisa passar pela análise do Congresso Nacional. Até lá, as equipes terão de definir como tratar contratos já assinados e reorganizar seus espaços comerciais.

O Santos foi o primeiro clube a suspender um acordo. A equipe retirou a Novibet da camisa e de suas ações publicitárias, mas manteve o contrato suspenso enquanto aguarda os próximos desdobramentos.

Com Agência Estado

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