Jackson Nascimento, lenda do Athletico, morre aos 102 anos
O Athletico Paranaense perdeu nesta quarta-feira (9) um dos maiores nomes de sua história. Jackson Nascimento morreu aos 102 anos, depois de uma vida

O Athletico Paranaense perdeu nesta quarta-feira (9) um dos maiores nomes de sua história. Jackson Nascimento morreu aos 102 anos, depois de uma vida diretamente ligada ao clube rubro-negro.
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Nascido em 1924, mesmo ano da fundação do Athletico, Jackson defendeu o clube entre 1944 e 1957. Foram 215 partidas e 150 gols, números que o colocam como o segundo maior artilheiro da história do Furacão.
Ele também era o último jogador vivo da equipe campeã paranaense de 1949, time que ficou conhecido como Furacão e deu origem ao apelido utilizado pelo clube até hoje.
Do litoral do Paraná ao Athletico
Jackson nasceu em Paranaguá e foi criado em Antonina. A relação com o Athletico começou dentro de casa. O pai era torcedor rubro-negro e participou da fundação do Club Athletico Antoninense, inspirado no clube de Curitiba.
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Foi no time de Antonina que Jackson começou a jogar futebol. Aos 11 anos, mudou-se para Curitiba para estudar.
Em 1939, entrou nas categorias de base do Athletico. Passou pelos juvenis e aspirantes até chegar ao profissional em 1944.
Ao longo da passagem pelo Furacão, conquistou os Campeonatos Paranaenses de 1945 e 1949.
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Jackson ficou afastado da Baixada apenas entre 1950 e meados de 1952, período em que defendeu o Corinthians e conquistou o Campeonato Paulista de 1951.
Jackson foi o primeiro camisa 10 do Athletico
Jackson também ocupa um lugar particular na história dos uniformes do clube.
Em 1949, o Athletico passou a utilizar números nas camisas como preparação para a Copa do Mundo de 1950, que seria disputada no Brasil.
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Meia-esquerda daquela equipe, Jackson recebeu a camisa 10, tornando-se o primeiro jogador a vestir o número pelo Furacão.
Um dos protagonistas do Furacão de 1949
A equipe de 1949 marcou definitivamente a identidade do Athletico.
O time anotou 49 gols em 12 partidas, e Jackson foi uma das principais peças do ataque. Ele marcou 10 gols naquela campanha, além de participar de diversas jogadas ofensivas.
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Ao fim da temporada, os atletas receberam do clube o título de “doutores em futebol”, com diploma, anel de grau e até baile de formatura.
Décadas depois, a importância daquela equipe continuou presente na identidade rubro-negra, principalmente pelo apelido Furacão.
De jogador a treinador
A última partida de Jackson pelo Athletico aconteceu em 21 de abril de 1957.
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Ele marcou o segundo gol rubro-negro no empate por 2 a 2 com o Água Verde, na Baixada.
Naquele momento, Jackson já se aproximava do fim da carreira. Com a saída do treinador durante o campeonato, encerrou a trajetória como atleta e assumiu o comando da equipe.
Permaneceu como técnico até o final daquela temporada.
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Em 1958, voltou a trabalhar no comando do time ao lado de Caju e Stengel Guimarães. O trio levou o Athletico a mais um título do Campeonato Paranaense.
Homenagem aos 100 anos
A ligação entre Jackson e o Athletico atravessou gerações.
Em 2024, quando completou 100 anos, o ex-jogador voltou ao gramado da Arena da Baixada para receber uma homenagem do clube e da torcida.
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Em um dos momentos mais simbólicos da cerimônia, Jackson marcou um gol na trave localizada para o lado da Rua Buenos Aires.
A cena resgatou a memória de um jogador que fez história justamente naquele campo.
Uma das histórias mais lembradas ocorreu em um Athletiba. Depois de marcar, Jackson se virou para a torcida adversária e disparou a frase que atravessaria décadas:
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“O Jackson está aqui”.
Agora, o nome de Jackson Nascimento permanece definitivamente ligado à história do Athletico, como artilheiro, campeão, primeiro camisa 10 e integrante do time que deu ao clube o apelido de Furacão.
