A vez em que a imagem de Nossa Senhora mudou de cor no Atlético
O dirigente mandou pintar o manto da santa de preto, combinando com as cores alvinegras do Galo

Com a imagem de Nossa Senhora de volta ao epicentro do debate político nacional — em meio a trocas de acusações sobre propostas e projetos envolvendo o título de Padroeira do Brasil —, a memória do futebol mineiro resgata um episódio curioso (e polêmico) em que a santa acabou no centro das atenções em Lourdes.
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Em 2001, o então presidente do Atlético, Nélio Brant, tomou uma decisão inusitada na sede social do clube. Incomodado com o fato de o manto da imagem de Nossa Senhora das Graças ser azul — cor associada ao rival Cruzeiro —, o dirigente mandou pintar o manto da santa de preto, combinando com as cores alvinegras do Galo.
A mudança não passou despercebida e gerou forte chiadeira entre torcedores e devotos. Para completar o cenário, o time atravessou um momento difícil dentro de campo. Diante da pressão da torcida e da mística do futebol, a diretoria voltou atrás e restabeleceu as cores originais da imagem ainda no primeiro semestre daquele mesmo ano.
Anos mais tarde, a devoção alvinegra à Virgem Maria ganharia um capítulo bem mais glorioso. Na histórica campanha do título da Copa Libertadores de 2013, o técnico Cuca acompanhou praticamente todas as partidas usando uma camisa estampada com a imagem de Nossa Senhora das Graças. Desta vez, sem alterar cor nem tradição, a santinha virou o amuleto da maior conquista da história do clube.
