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Corinthians

MP investiga contrato do Corinthians com a Caixa e dívida pode diminuir

Perícia aponta cobranças indevidas de juros no contrato da arena

2 min

02/09/2026 13:33 • Atualizado há 52 dias

MP investiga contrato do Corinthians com a Caixa e dívida pode diminuir

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) abriu um procedimento administrativo para apurar o valor real da dívida do Corinthians com a Caixa Econômica Federal pelo financiamento da Neo Química Arena. A investigação, sob responsabilidade do promotor Cassio Roberto Conserino, aponta a possibilidade de a pendência financeira — avaliada atualmente em R$ 642 milhões — ser menor.

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A apuração tem como base um dossiê do perito Anísio Castelo Branco, CEO do Instituto de Perícia Investigativa, que analisou documentos públicos, multas e juros cobrados no contrato.

Em 2020, o perito enviou e-mails sobre o tema para o então presidente Andres Sanchez e para Alexandre Husni, presidente do conselho, mas não obteve resposta. Procurado, o clube não se manifestou, enquanto o banco estatal citou sigilo bancário para não comentar.

Histórico do financiamento e negociações

Contratado em 2013 no valor inicial de R$ 400 milhões, o financiamento passou por reestruturação em 2022, fixando a dívida em R$ 611 milhões em 20 anos. O Corinthians estima já ter pago cerca de R$ 600 milhões pelo estádio em Itaquera, mas a suspensão de pagamentos entre 2019 e 2022 acumulou encargos, e a amortização do valor principal só começou em 2025:

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  • Estrutura de pagamento: As parcelas trimestrais utilizam recursos do naming rights e da arrecadação com bilheteria e eventos. O valor é reajustado anualmente pelo CDI acrescido de taxa fixa de 2%.
  • Tentativa de renegociação: Em 2025, o presidente Osmar Stábile iniciou conversas com a Caixa para redefinir o modelo de pagamento e reduzir os juros, mas as tratativas ainda não tiveram resolução.
  • Aporte da torcida: Também em 2025, uma arrecadação organizada pela Gaviões da Fiel reuniu R$ 40,9 milhões, montante utilizado para amortizar parte do débito e reduzir os juros anuais em cerca de R$ 7 milhões.

Com informações do Estadão Conteúdo.

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