Risco de intervenção judicial ameaça eleição no Corinthians; entenda
Romeu Tuma Júnior, dirigente do Conselho Deliberativo, sugere acordo com MP em meio à crise financeira.

Agência Corinthians
O Corinthians abriu nesta quinta-feira (1) o prazo de inscrição de candidaturas para a eleiçaõ presidencial do clube, que acontecerá no final do ano. O presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior, porém, afirma que a votação corre o risco de não acontecer devido a um pedido de intervenção judicial.
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A disputa de bastidores envolve uma ação na 13ª Vara Cível de São Paulo que pede o afastamento da diretoria atual e a nomeação de um administrador temporário para convocar novo pleito. Os autores apontam graves falhas financeiras e administrativas na gestão. Embora a Justiça tenha negado a liminar de urgência e a promotoria tenha se manifestado contra a medida imediata, o processo continua em andamento regular.
O clube enfrenta um endividamento de R$ 2,8 bilhões. Diante desse quadro de crise institucional e financeira, Romeu Tuma Júnior defende que a presidência busque uma aproximação formal com os promotores Luiz Ambra Neto e André Paschoal, responsáveis pela investigação.
Proposta de acordo com a promotoria
"Tem muita situação correndo. Por isso, falei que, no papel do Osmar Stabile, presidente da diretoria], eu faria um gesto para o Ministério Público, porque é o papel institucional de quem manda, de quem é o presidente", declarou Tuma Júnior em conversa com jornalistas nesta quarta-feira.
Questionado sobre quem assumiria o comando do Parque São Jorge caso a Justiça acolha o pedido, o dirigente avaliou que o impacto dependerá dos termos fixados pelo tribunal. Para ele, uma ordem judicial pode paralisar as decisões internas da associação e atingir o Conselho Deliberativo eleito pelos associados.
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Impasse sobre reforma estatutária
O presidente do Conselho Deliberativo citou o cancelamento da assembleia-geral de sócios, marcada inicialmente para 19 de setembro, como reflexo da instabilidade administrativa da entidade. O encontro definiria alterações no estatuto, como o voto para associados do programa Fiel Torcedor e novos critérios de interinidade que poderiam beneficiar o atual presidente, Osmar Stabile, em uma eventual reeleição.
A assembleia acabou suspensa por liminar judicial obtida pelos conselheiros vitalícios Ademir de Carvalho Benedito, Alexandre Husni e Guilherme Strenger, sob a justificativa de que a votação dos tópicos violava o regimento do clube.
Calendário eleitoral e candidatos
Os interessados na eleição presidencial têm até o dia 15 de outubro para registrar as chapas. A votação dos sócios está marcada para 28 de novembro, no Parque São Jorge.
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Até o momento, cinco concorrentes já se apresentaram como pré-candidatos à presidência: Sérgio Janikian, André Negão, Rozallah Santoro, André Castro e José Augusto Mendes. A possibilidade de Osmar Stabile concorrer à reeleição segue indefinida.
*Com informações de Agência Estado
