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Flamengo

Até 120 volumes: veja a logística do Flamengo na Libertadores

Sidnei Bernardes detalha à Band preparação que envolve clima, treinos, chuteiras e dezenas de cases

3 min

15/10/2026 07:30 • Atualizado há 10 dias

O Flamengo entra em campo nesta quinta-feira (15), às 21h30, em Buenos Aires, para enfrentar o Estudiantes no jogo de ida da semifinal da Libertadores.

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Enquanto a bola não rola, uma operação paralela já está em andamento há dias nos bastidores.

Em entrevista à Band, Sidnei Bernardes, roupeiro do Flamengo, contou como funciona a logística de uma viagem internacional do clube e revelou que uma delegação pode se deslocar com cerca de 70 volumes em uma situação comum.

Em operações maiores, o número pode subir ainda mais.

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“Normalmente, a gente viaja com 70 volumes, aproximadamente. No Mundial, a gente bateu 120”, contou.

Crédito: Divulgação/Flamengo

Crédito: Divulgação/Flamengo

Crédito: Divulgação/Flamengo

Dezenas de cases por viagem

A bagagem levada pelo Flamengo vai muito além de uniformes e chuteiras.

Segundo Sidnei, uma viagem pode envolver entre 40 e 50 cases, além de sacos de bolas, malas específicas, macas e outros equipamentos utilizados pela delegação.

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“Normalmente, a gente leva 40, 50 cases, fora saco de bola, fora mala de bola, fora macas.”

Quanto mais tempo o time passa fora do Rio, maior fica a operação.

Isso acontece porque o material precisa atender não apenas ao jogo, mas também aos treinamentos, fisioterapia e outras atividades previstas durante a concentração.

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Clima também muda a logística

Antes de uma viagem internacional, uma das primeiras preocupações da rouparia é saber o que o elenco encontrará no destino.

Temperatura, previsão do tempo e horário da partida podem mudar o planejamento.

“Eu já estou olhando o clima, como está lá, se está frio ou não. Tenho que levar material a mais”, explicou Sidnei.

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Em destinos mais frios, até detalhes que normalmente passam despercebidos entram na conta.

“Muitas vezes a gente pega um lugar muito frio e tem que pedir cobertor do hotel. Isso tudo a gente tem que ver antes.”

Treino, fisioterapia e jogo

A quantidade de material também depende do período que a delegação permanecerá fora.

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Segundo Sidnei, mesmo em dias de partida pode haver atividade antes de a equipe entrar em campo.

Além disso, jogadores podem precisar de material específico para fisioterapia ou trabalhos no departamento médico.

“Quanto mais dias nós formos, mais material nós vamos levar. Normalmente tem treino na parte da manhã, na parte da tarde. Tem muito jogador que vai para a fisioterapia, vai para o departamento médico. A gente tem que sempre deixar material.”

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Por isso, a preparação inclui roupas de treino, uniformes de jogo e peças extras para diferentes situações.

Chuteiras também aumentam a bagagem

As preferências individuais dos atletas também entram na conta.

Há jogadores que preferem chuteiras com travas de alumínio, outros utilizam modelos de borracha, enquanto alguns levam as duas opções para se adaptar às condições do gramado.

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A quantidade varia de atleta para atleta.

Segundo Sidnei, alguns viajam com dois pares. Outros chegam a levar cinco.

Quando um modelo novo é recebido, também é comum transportar uma chuteira já utilizada pelo jogador. Caso a nova peça incomode ou ainda não esteja suficientemente amaciada, ele pode recorrer a uma opção conhecida.

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“A última coisa que o jogador tem que pensar é material. Ele tem que pensar dentro do jogo”, resumiu Sidnei.

Operação segue depois da partida

O trabalho não termina com o apito final.

Depois do jogo, o material precisa ser novamente organizado, transportado e, na volta ao Ninho do Urubu, preparado para a atividade seguinte.

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Chuteiras usadas são colocadas para secar, tênis voltam aos respectivos lugares e as roupas de treino começam a ser separadas.

Em partidas noturnas, a rotina pode atravessar a madrugada.

Até 120 volumes: veja a logística do Flamengo na Libertadores