De Bíblia a caneleira: roupeiro do Flamengo conta superstições dos jogadores
Superstições fazem parte do futebol há décadas, mas muitos dos rituais realizados antes de uma partida ficam restritos ao ambiente do vestiário.
Superstições fazem parte do futebol há décadas, mas muitos dos rituais realizados antes de uma partida ficam restritos ao ambiente do vestiário.
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Em entrevista à Band, Sidnei Bernardes, roupeiro do Flamengo, contou algumas das práticas que já presenciou ao longo dos anos trabalhando com jogadores e treinadores.
Há quem escolha um local específico para deixar a bolsa e não permita que ninguém mexa. Outros preferem abrir a Bíblia em determinado salmo antes do jogo. Caneleiras, alianças e objetos ligados à família também podem fazer parte dos rituais.

Sidnei Bernardes, roupeiro do Flamengo, e Arrascaeta
Crédito: Divulgação/Flamengo
Cada jogador tem sua superstição
Segundo Sidnei, as manias são encaradas com naturalidade por quem trabalha diariamente no vestiário.
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“Existem jogadores que chegam no vestiário e têm superstição de onde colocam a bolsa. Ninguém pode tirar dali”, contou.
A religião também aparece entre os hábitos mais comuns.
“Tem alguns jogadores que abrem a Bíblia, leem um salmo e deixam ali. Ninguém pode mexer.”
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Outros recorrem a objetos pessoais antes de entrar em campo.
“Tem jogador que antes de entrar em campo beija a caneleira, beija a aliança ou tem alguma foto da família.”
Para o roupeiro, não existe um padrão. Cada atleta encontra uma forma diferente de se preparar mentalmente para a partida.
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Respeito às manias dos jogadores
Sidnei explicou que a equipe responsável pela rouparia evita julgar as preferências dos atletas. A preocupação é garantir que cada jogador se sinta confortável para entrar em campo.
Até escolhas aparentemente simples fazem parte dessa lógica.
Há jogadores que preferem atuar de manga longa mesmo em dias quentes, enquanto outros têm preferência por determinados modelos de caneleira ou usam chuteiras mais apertadas ou mais largas.
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“A gente entende que cada jogador se sente mais à vontade com uma particularidade diferente. A gente tem que deixar o jogador o mais à vontade possível”, explicou.
Essa atenção aos detalhes acompanha um princípio que Sidnei utiliza para definir o próprio trabalho.
“A última coisa que o jogador tem que pensar é material. Ele tem que pensar dentro do jogo.”
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Técnicos também entram na lista
As superstições não ficam restritas a quem entra em campo.
Segundo Sidnei, treinadores também possuem seus próprios rituais antes das partidas.
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“Não é só jogador, não. Cada treinador também tem sua superstição.”
Para ele, muitas dessas práticas estão relacionadas a elementos que dão segurança em momentos de pressão.
“Cada um se agarra em alguma coisa que faz bem, seja na religião, seja na família.”
